Catequese

A hora da catequese

Fonte: Católicos em rede

Transmissão: Aline Cristina

A Hora da Catequese
Frei Rinaldo, OSM

Outro dia ouvi de uma secretária paroquial que uma mãe foi fazer a inscrição de seu filho para a catequese. Na ocasião, ela, acompanhada do filho, perguntou à secretária:

- Qual a idade para matricular o meu filho na catequese e quanto dura a catequese da primeira comunhão?

Ao que a secretária lhe respondeu:

- A partir dos 7 anos e tem a duração de dois anos.

A mãe (ao lado do filho de 7 anos) disse assombrada:

- Nossa, dois anos! Tudo isso?

Isso me fez refletir um pouco sobre o assunto. Talvez esse tipo de reação não seja um fato isolado... Pode ser comum a outras mães (geralmente é a mãe que se interessa mais pela catequese dos seus filhos. O que é uma pena!).

Frente a essa reação, qual o amor que esta criança vai ter pela catequese se a mãe já acha que dois anos são muito? Para a criança, certamente a catequese será um "peso" para "agüentar" dois anos de formação doutrinal! Ela já começa desmotivada de casa. No mundo em que vivemos, hoje tão carente de formação e experiência de Deus, os pais deveriam ficar contentes e felizes pelo tempo de catequese que se oferece nas igrejas paroquiais ou nos colégios. Assim, em lugar de aprender as "armadilhas" do mundo aí fora, a criança está aprendendo, desde cedo, a usar as "ferramentas" para se proteger das ciladas do mundo através da convivência fraterna, da oração, da doutrina e da fé.

Com relação ao inicio da catequese, outro dia, fazendo um programa de rádio, alguém também me perguntou a mesma coisa: quando começa a catequese? Referindo-se, obviamente, à idade. Por inspiração divina lhe respondi que a catequese começa quando a mãe sabe que está grávida. Aí começa a catequese do seu filho (a).

Quando ela sabe que está gerando um novo ser vivo, os pais devem começar a viver e testemunhar todo um clima de profunda espiritualidade. Assim, a nova criatura, vai começar a sentir e captar a espiritualidade ao seu redor. O bebê vai herdando de seus pais a disposição e a capacidade para buscar as "coisas de Deus" quando nascer. E sabemos (a ciência ensina isto!) que a criança, já no útero materno, percebe e registra como está o seu ninho externo. Se os pais vivem a sua fé com alegria e perseverança, com toda certeza a criança que vai nascer num clima bastante cristão. Se os pais são daqueles que freqüentemente participam da Igreja, a criança terá um gosto muito forte para ir a Igreja, participar das missas, das liturgias, etc, e aceitará todo o tempo necessário para a catequese com toda a naturalidade do mundo. O contrário também se dá!

Portanto, mais que discutir a idade e o tempo de catequese, vamos dar graças a Deus que ainda encontramos espaços para instruir as crianças no caminho da fé e do compromisso cristão. Já que em muitos lares, muitas vezes, esses valores não são tão levados a sério.

Para terminar, um versículo bíblico muito oportuno para esta reflexão: "Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele" (Prov. 22,6).


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