Formacao Catolica

Homilia- Dia de todos os santos

Fonte: Catolicos a Caminho

Transmissao: Dalila e Xisto

DIA DE TODOS OS SANTOS - HOMILIA

Hoje dia de todos os santos, queremos nos lembrar deles, que intercedem por nós.

Os santos são aqueles homens e mulheres que viveram pela causa do Reino, que foram exemplo de amor, e que estão agora junto ao Pai intercedendo por nós.

EXEMPLOS:

SANTO, SANTO, SANTO: É o Senhor, Deus do Universo. É fonte de toda a santidade. Faz os sacramentos como fonte de santidade. No princípio, a Bíblia reservou a Javé o título de "Santo", palavra que tinha então um significado muito próximo ao de "sagrado": Deus é o "Outro", tão transcendente e tão longínquo que o homem não pode pensar em participar da sua vida. Diante de sua santidade o homem não pode deixar de ter respeito e temor .

Numa religião de salvação como a de Israel, Deus devia comunicar a sua santidade ao povo, o qual se torna também "outro", manifestando em sua vida cotidiana, e sobretudo em seu culto, um comportamento diferente do de outros povos. Mas para efetuar essa santidade a que Deus o chamava, o povo eleito tinha apenas meios legais e práticas de purificação exterior. Os homens mais esforçados tomaram logo consciência da insuficiência de tais meios e procuraram a "pureza de coração", capaz de fazê-los participantes da vida de Deus. Esses puseram sua esperança numa santidade que seria comunicada diretamente por Deus.

CRISTO: "santo" e fonte de santidade. Esta aspiração se realiza no Cristo; ele irradia a santidade de Deus; sobre ele repousa "o Espírito de santidade"; ele reivindica o título de "santo" E, de fato, santifica toda a humanidade. Jesus Cristo, tornado "Senhor", transmite a sua santidade à Igreja por meio dos sacramentos, que trazem ao homem a vida de Deus. Esta doutrina era tão viva nos primeiros séculos que os membros da Igreja não hesitavam em se chamar "santos", e a própria Igreja era chamada "comunhão dos santos".

TODA SANTA: Nossa Senhora.

SANTOS CANONIZADOS: Santo Antônio, Francisco, Pedro e Paulo.

São os reconhecidos pela Igreja.

A liturgia reúne, numa só solenidade, seja os santos já venerados no decurso do ano, como os demais que não tiveram lugar no calendário litúrgico, incluindo a multidão de almas que já nos precederam na Casa do Pai.

O Apocalipse apresenta uma visão com estas palavras: “Eis que vi uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro, trajadas com vestes brancas e com palmas na mão. Em alta voz clamavam: ‘Louvor, glória, sabedoria, ação de graças, honra, poder e força pertencem ao nosso Deus pelos séculos dos séculos. Amém” (7,9-11)

A pátria orgulha-se dos seus heróis, dos grandes políticos, dos imortais cientistas, poetas, artistas, etc. Com justo orgulho ergue-lhes monumentos, dedica-lhes praças, ruas, guarda-lhes ciosamente os nomes, nos amais da história.

Com muito mais razão a Igreja ufana-se dos seus filhos que passando por este mundo conservaram a integridade da fé, labutaram varonilmente para implantação do Reino de Deus entre os homens, dominaram as paixões, preservando-se puros da corrupção deste mundo, cultivaram com afinco as virtudes cristãs e gozam atualmente o prêmio da vida eterna.

A galeria dos santos da Igreja é muito mais rica de heróis do que a de todas as nações da terra. Há santos que pertencem a todas as épocas e nações; a todas as categorias de classes sociais, desde os mais humildes até as mais elevadas na vida social. Santos desde crianças que não conheceram a malícia do mundo, até velhos venerandos de todas as regiões, raças, cores e profissões. Santos que vão desde Abraão, nosso pai na fé, até aos nossos dias. Cada um de nós pode escolher o modelo que mais agrada, o que for conforme à nossa vida e profissão na terra.

Santo Agostinho, em sua crise de conversão, ao ler a vida dos santos, comentava: “Se estes e estas venceram o mal, viveram santamente, por que não o posso também eu?” Pois bem, os mesmos auxílios da graça divina que os fortaleceram no áspero caminho da santidade são igualmente oferecidos a cada um de nós. Pelo batismo todos fomos marcados com a vocação à santidade.

“Sede perfeitos como vosso Pai do Céu é perfeito!” disse Jesus. E São Paulo: “Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação”.

Que o esforço de imitação das virtudes dos santos, junto com a sua proteção, nos ajudem a ser fiéis à sublime vocação à santidade à qual fomos chamados, pela nossa elevação no batismo, a filhos de Deus.

Além de papas, bispos, religiosos santos, a Igreja propõe à nossa imitação;

Adolescentes: Tarcísio, Pancrário, Inês, Serafina, Maria Goretti.

Jovens: Domingos Sávio, Luís Gonzaga, Gabriel da Virgem Dolorosa, Inês de Roma, André di Phú Yên, Pedro Calungsod, Josefina Bakhita, Teresa de Lisieux, Pêro Jorge Frassati, Marcelo Callo, Francisco Castelló Aleu e ainda Catarina Tekakwitha, jovem iroquesa denominada «o lírio dos Mohawks».

Operários: José, esposo de Maria, Isidoro, Geraldo.

Empregados: Germana, Cristiana, Martinho de Lima, Zita.

Pobres mendigos: Aléssio, Benedito Labre, Roque, Crispim.

Professores: João Câncio, João Batista de La Salle, Marcelino Champagnat.

Filósofos: Justino, Agostinho, Anselmo, Tomás de Aquino.

Juristas e advogados: Contardo Ferrini, Bártolo Longo, Ivo.

Médicos: Cosme e Damião, Brás, Antônio Zaccaria, José Moscati.

Magistrados: Ambrósio, Paulino, Tomás More.

Militares: Cornélio, Maurcínio, Sebastião, Floriano.

Reis e Rainhas: Luís de França, Fernando de Castela, Matilde, Isabel de Portugal.

E até os casados: "No casamento a intimidade corporal dos esposos se torna um penhor da comunhão espiritual. Entre os batizados os vínculos do matrimônio são santificados pelo sacramento".

Donde se vê que o matrimônio abençoado por Deus é um estado de vida que santifica os cônjuges. Deus concede aos esposos a graça necessária para que, atendendo aos afazeres e compromissos respectivos, mais e mais se unam ao Senhor e cheguem à perfeição cristã. A própria história atesta que houve Santos e Santas, de grande vulto, também entre as pessoas casadas. Um exame atento ao catálogo dos santos dissipa a impressão contrária. Eis alguns deles:

Maridos santos: Gregório de Nissa (+ 394), Paulino de Nola(+431), Estevão, rei da Hungria(+1038), Omobono de Cremona(+1197), Luís IX, rei da França(+1272), Nicolau de Flüe, patrono da Suíca(+1487), Tomás Moro, ministro do rei Henrique VIII da Inglaterra(+1535).E ainda Amadeu de Sabóia, São José, e os apóstolos, dos quais alguns devem ter sido casados, como foi São Pedro, cuja sogra é mencionado no Evangelho(cf Mc 1,29s).

Viúvos santos: Raimundo Zangfoni(+1200), Henrique de Bolzano(+431), o Bem-aventurado Bartolo Longo(+1926).

Esposas santas: Perpéuta de Cartago(+202), Margarida da Escócia(+1093), Gentil Giusti(+1530), Anna Maria Taigi(+1837).

Viúvas santas: Mônica,mãe de S.agostinho(+387), Elisabete, rainha da Hungria(+1231), Edviges da Silésia(+1234), Ângela de Foligno(+1309), Elisabete, rainha de Portugal(+1336), Brígida da Suécia(+1373), Francisca Romana(+1440), Rita de Cássia(+1456), Catarina Fieschi Adorno(+1510), Joana Francisca Frémyot de Chantal(+1641), Luísa de Marillac(+1660), Elisabete Bayley Seton(+1821).

Casais santos: Henrique Imperador da Alemnaha(+1024) e Cunegundes, Isidoro(+1130) e Maira Toribia, Lucchese(século XIII) e Buonadonna, os genitores de Teresa de Lisieux(ainda não canonizados).

O Concílio Vaticano II, ainda uma vez, há poucos decênios(1965), lembrava a vocação de todos os cristãos à santidade, removendo a impressão de que somente em alguns estados de vida se pode chegar à perfeição cristã: "É evidente que todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade"(LG 40).

"Todos os fiéis cristãos, nas condiçòes, tarefas ou circunstâncias de sua vida, e através disso tudo, dia a dia mais se santificarão, se com fé tudo aceitarem da mão do Pai celeste e cooperarem com a vontade divina, manifestando a todos, no próprio seviço temporal, a caridade comque Deus amou o mundo" (LG 41).

"Todos os fiéis cristãos são convidados e obrigados a procurar a santidade e a perfeição do próprio estado" (LG 42).

SANTOS AINDA NÃO CANONIZADOS E OS ANÔNIMOS: Existem ainda muitos outros que estão em processo de canonização.

E além disso muitos outros que são anônimos, mas que viveram plenamente o seguimento de Jesus, no martírio do dia a dia, na caridade, na mansidão, etc. Mártires da América Latina e do mundo; Carlos de Foucauld, pessoas de nossas comunidades.

NÓS: Somos também chamados a ser santos. "Sede santos...

Ë isso é possível ...e necessário viver buscando...

COMO SER SANTO HOJE?

* deixar-se conduzir pelo Espírito. Buscar as coisas do alto, fugir das tentações, daquilo que é mal, não buscar atalhos, ser coerente fé e vida; assumir o ser cristão prá valer, na radicalidade do evangelho, sem contemporizar, nem justificar erros, pecados, obscuridades, etc.

1º - Não renegar a natureza.... extraordinário...

Os santos saíram do meio do povo, eram pessoas com limites e deficiências.

2º - Não ser milagreiro, figura angélica, buscando coisas fantásticas.

A santidade se constrói no cotidiano.

3º Ouvir a vontade de Deus e praticá-la com os irmãos.

Lutar pela humanidade, fracos, menor, pela justiça e por um mundo mais humano.

4º - A santidade não é o fruto do esforço humano, que procura alcançar a Deus com suas forças, e até com heroísmo; ela é dom do amor de Deus e resposta do homem à iniciativa divina.

5º - fonte: Cristo - sacramentos - vida de igreja, com Deus.

OUTROS ASPECTOS: Os santos são pessoas tiradas do meio do povo, que viviam o ordinário, a luta do dia a dia, com seus limites e qualidades.

Ser santo não é só rezar. É ir até Deus que me envia de volta no meio do povo.

Ação - contemplação; fé - vida;

GS 43: “O Concílio exorta os cristãos, cidadãos de uma e de outra cidade, a procurarem desempenhar fielmente suas tarefas terrenas guiados pelo espírito do Evangelho. Afastam-se da verdade os que, sabendo não termos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura, julgam, por conseguinte, poderem negligenciar os seus deveres terrestres sem perceberem que estão mais obrigados a cumpri-los, por causa da própria fé, de acordo com a vocação a qual cada um foi chamado. Não erram menos aqueles que, ao contrário, pensam que podem entregar-se de tal maneira às atividades terrestres, como se elas fossem absolutamente alheias à vida religiosa, julgando que esta consiste somente nos atos do culto e no cumprimento de alguns deveres morais. Este divórcio entre a fé professada e a vida cotidiana de muitos deve ser enumerado entre os erros mais graves do nosso tempo. (....) Ao negligenciar os seus deveres temporais, o cristão negligencia os seus deveres para com o próximo e o próprio Deus e coloca em perigo a sua salvação eterna.”

Em resumo: A vocação à santidade não é um esforço pessoal para garantir a salvação individual da alma, mas é vocação para construir a cidade terrena de acordo com os valores do Reino de Deus e as bem-aventuranças, até o dia em que estivermos vivendo na Jerusalém celeste, como canta o prefácio desta eucaristia.

SER SANTO...

Santa Teresa Dávila.

Não é fazer milagres

Não é ir a missa todos os dias

Não é rezar os três terços diariamente

Não é conhecer a Bíblia de cor

Não é ser um pregador famoso ou um mega-star religioso

Não é rezar três horas por dia

Não é jejuar a pão e água três vezes por semana

Não é ser beato, carola ou esquisito

Não é ser estranho, diferente ou triste

Não é ser puritano, reprimido e com coisas não resolvidas

Não é ser alienado, acrítico e neutro

Não é ser indiferente a dor, a fome e a miséria

SER SANTO...

É ser amigo de Deus

É ser amigo dos homens

É ser normal

É ser em muitas coisas igual a todo mundo

É saber se divertir, ouvir uma boa música, assistir um bom filme, sair

com amigos

É ser casto sem ser puritano

É ser alegre e divertido sem ser palhaço ou vulgar

É saber saborear as coisas boas da vida

É sentir saudades de Deus

É ter diariamente um tempo só para Deus

É conhecer a dor e o sofrimento

É lembrar de Deus durante o dia

É saber dizer um obrigado a Deus por um doce delicioso, por uma boa

música, por um lindo pôr do sol

É colocar Deus no lugar em que deve estar: no primeiro

É ser gentil, educado cortês

É amar a Deus, amar a si mesmo, amar os homens, amar a vida

É ver em cada homem um amigo em potencial

É ter um caso de amor com Deus

É estar secretamente apaixonado por Deus

É ser gente, é ser humano, é ser amigo

É ser feliz

“ Quando Deus encontra almas dispostas, deseja enriquecê-las."

Pe. Valdo Bartolomeu de Santana
padrevaldo@dataplace.com.br

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