Formacao Catolica

Solenidade de Jesus Cristo Rei e Senhor do Universo

Fonte: Mundo Catolico

Autor: John Nascimento


É de aconselhar que se leia primeiro toda a Liturgia da Palavra.

SOLENIDADE DE JESUS CRISTO REI E SENHOR DO UNIVERSO ANO B !

(Último Domingo do Ano Litúrgico) (23 de Novembro de 2003)

A Liturgia da Palavra da Solenidade de Jesus Cristo Rei e Senhor do Universo – B, apresenta-nos Cristo que Torna Livres os Homens.

A realeza de Cristo reflecte-se na Igreja, não no seu esplendor ou poderio social, mas na vivência da justiça e da caridade.

Tal como Cristo, a Igreja tem um reino diferente enquanto respeita a liberdade e a responsabilidade do homem.

Jesus de Nazaré apresentou-Se como um rei, mas cujo Reino não é deste mundo.

A 1ª Leitura, do profeta Daniel é de índole apocalíptica, aparecendo-nos a mensagem do Messias envolta em conceitos e realidades de todos conhecidas – rei, sacerdote, profeta.

Anuncia-se o reino de Deus que um dia chegará, libertando o povo do exílio.

- Foi-Lhe entregue o domínio, a majestade e a realeza, e todos os povos, nações e línguas O serviram.(1ª Leitura).

Todas as leituras propostas para a Leitura de hoje, ajudam-nos a compreender a profunda natureza da realeza de Jesus Cristo.

Durante toda a sua vida pública, Jesus teve extremo cuidado para que não se desse uma interpretação política à sua missão.

Várias vezes querem fazê-l’O rei, mas Ele sempre se afasta.

O Reino de Jesus é um Reino diferente, com um trono diferente, como proclama o Salmo Responsorial :

- O Senhor é rei num trono de luz.

A 2ª Leitura, é do Apocalipse, que foi escrito no tempo do imperador Diocleciano, um dos grandes perseguidores da Igreja.

S. João, procura transmitir aos seus leitores um certo optimismo e confiança por forma a não se deixar confundir no meio do sofrimento..

- Jesus Cristo é a Testemunha fiel, o Primogénito dos mortos, o Soberano dos reis da Terra...nos libertou do pecado e fez de nós um Reino de sacerdotes, para o Seu Deus e Seu Pal.(1ª Leitura).

Cristo é o princípio e o fim, o Alfa e o Ómega.

É o rei da criação porque só Ele é a imagem de Deus invisível, e a realização do desígnio criador, dependente unicamente dele.

O Evangelho é S. João, e diz-nos que um dos títulos Bíblicos, atribuídos ao Messias, é o de rei.

Jesus, porém, recusou-se sempre a aceitá-lo, sabendo-se embora rei.

A sua realeza é inteiramente diferente da que lhe pretendem atribuir as multidões.

O Triunfalismo não O seduz.

Diante de Pilatos confessa-se rei, não deste mundo, mas de um povo universal onde todos os homens de boa vontade têm lugar.

- «O Meu Reino não é deste mundo. Se o Meu Reino fosse deste mundo, os Meus guardas lutariam, para que Eu não fosse entregue aos Judeus».(Evangelho).

É a revelação do amor de Deus em toda a sua extensão, mas incarnado na humildade, diferente também do triunfalismo da Igreja quando esta a negação do mistério da cruz.

É, portanto, pela nossa fidelidade a Cristo, que este critério de um Reino que não é deste mundo se pode aplicar a cada um de nós, no plano da Realeza Universal de Cristo-Rei.

Cristo-Rei é como a meta para todos aqueles que forem incluídos no plano da História da Salvação.

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Sobre o Reino de Deus, diz o Catecismo da Igreja Católica :

2816. – No Novo Testamento, a mesma palavra «basileia» pode traduzir-se por realeza (nome abstracto), reino (nome concreto) ou reinado (nome de acção). O Reino de Deus é anterior a nós.

Aproximou-se de nós no Verbo Encarnado, foi anunciado através de todo o Evangelho e veio até nós na Morte e Ressurreição de Cristo. O Reino de Deus vem desde a Última Ceia e, na Eucaristia, está no meio de nós. O Reino virá na glória, quando Cristo o entregar ao Pai.

É mesmo possível que o reino de Deus signifique Cristo em pessoa. Ele por quem todos os dias chamamos, e cuja vinda queremos apressar pela nossa espera. Do mesmo modo que Ele é a nossa Ressurreição, pois n’Ele ressuscitamos, pode ser também o Reino de Deus porque n’Ele reinaremos. (S.Cipr.).

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