Formacao Catolica

Comunhão fora da Missa e Ministros da comunhão

Fonte: Mundo Católico

Autor: John Nascimento


Para além dos casos dos doentes e dos idosos que se não podem deslocar à Igreja, há situações em que a Comunhão dos fiéis só é possível fora da Missa.

É o caso, por exemplo, da falta de Sacerdote, ou simplesmente a falta de missa em determinados dias e em que algum ministro extraordinário da Eucaristia pode distribuir a Sagrada Comunhão.

Nos meios fabris em que, por haver trabalhos em horas diferentes, por turnos, e se não pode ir à missa, há sempre uma possibilidade de Comunhão numa outra hora .

Todavia estas não são circunstâncias normais, e não se devem usar sem necessidade para não quebrar o íntimo significado da Comunhão como parte integrante da Missa.

A Comunhão deve ser distribuída, isto é, não são os fiéis que vão ao altar comungar da píxide ou do cálice, mas deve ser distribuída pelos ministros.

Por esta razão a Igreja aceita os ministros extraordinários para facilitar a distribuição da Comunhão :

- O sacerdote, em caso de genuína necessidade, para a distri­buição da comunhão pode nomear pessoas competentes para distribuírem a comunhão. (Immensæ Caritatis,1973).

Exactamente como o Sacerdote, os ministros da Eucaristia, ao distribuírem a Comunhão dizem as mesmas palavras O Corpo de Cristo a que os comungantes devem responder Amen.

Quando a Comunhão é distribuída por um ministro extraordinário, na falta de um Sacerdote, é aconselhável e mesmo recomendável que se faça uma Paraliturgia.

Para isso, pode fazer-se, pelo menos uma Liturgia da Palavra, com leituras escolhidas, ou com as da Missa do Dia, como preparação próxima para a Comunhão.

MINISTROS EUCARÍSTICOS (para a Comunhão)

Em 30 de Abril de 1969, por uma Instrução do Vaticano Fidei Custos foi dada aos Bispos locais a autorização para escolher ou nomear algumas pessoas para distribuírem a Comunhão nas Paróquias em auxílio do Sacerdote celebrante.

Todavia, antes desta data, em muitas Paróquias, havia já os Ministros Eucarísticos.

Mais tarde, em 1973, o papa Paulo VI, para facilitar a recepção da Sagrada Comunhão, deu as instruções necessárias na sua Immensæ Caritatis, para os Ministros Eucarísticos.

Nessas Instruções o papa determina que a escolha dos Ministros Eucarísticos devia ser feita pela ordem seguinte : Leitor; Estudante do Seminário Maior; Religiosos; Religiosas; Catequistas; Homens ou Mulheres.

Todavia esta ordem podia ser alterada pelo prudente juízo dos Bispos nas suas Dioceses.

Mas, para além disto, o papa ainda disse :

* O Ministro especial da Sagrada Comunhão deve ser devidamente instruído e distinguir-se pela sua fé cristã e moral, consciente da dignidade desse Ministério, devoto da Sagrada Eucaristia, e de conduta exemplar para os outros cristãos pela sua piedade e reverência pelo Sacramento do altar. Não escolher ninguém que possa ser escândalo para os outros fiéis.

Dentro destas Instruções não cabem os Ministros da Comunhão que se apresentam indevidamente nos seus trajes, não só impróprios como até, em algumas senhoras, imodestos e provocadores.

Nestas coisas e, de harmonia com as Instruções do papa, têm a última palavra os respectivos Párocos, que estão sempre mais perto das pessoas, as conhecem melhor e são responsáveis.

Todos reconhecem a necessidade e oportunidade dos Ministros da Comunhão, religiosos ou leigos de ambos os sexos, para uma melhor realização da Liturgia da Igreja.

Normalmente, num sentido litúrgico, os Ministros são as pessoas que têm a capacidade de exercer algumas funções na celebração da Eucaristia, nos Sacramentos e noutras celebrações específicas.

Como Ministros podemos considerar :

* Pessoas com Ordens Sacras: Bispos, Presbíteros e Diáconos.

* Pessoas instituídas nos ministérios de Leitor e Acólito.

* Desde o Concílio Vaticano II, o termo "ministro" tem, pois sido aplicado num sentido mais genérico a todos aqueles que desempenham uma função de cooperação no serviço pastoral da Igreja.

Deve notar-se, todavia, que, tanto o Sínodo dos Bispos, como a comunicação pós-sinodal de João Paulo II Christifideles Laici, recomendam que é preciso ter cuidado com o emprego da palavra "Ministro" para os "Não-Ordenados", para evitar equívocos e más interpretações.

Não confundir o Sacerdócio Ministerial com o Sacerdócio dos Leigos.

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