Livros Apocrifos
Curiosidades
Autor: Roberto Strabelli
Verifica-se que os manuscritos foram encontrados entre 1947 e 1956, e foram na sua maioria escritos antes da era cristã e guardados em rolos dentro de vasilhas de barro. Só alguns foram redigidos depois da crucificação de Jesus. A maior parte dos manuscritos do Mar Morto foram escritos com tinta sobre pele de carneiro.
Idioma
A língua usada nos manuscritos é o aramaico, uma língua morta. No trabalho de tradução recorre-se ao computador, que dispensa o manuseio (e a consequente deterioração) das peças originais. As dificuldades são muitas. Para se formar um rolo é preciso juntar-se grande número de fragmentos, porque as "folhas" originais estão ressequidas e partidas.
Jesus, um essênio?
A crescente ansiedade dos estudiosos bíblicos relaciona-se com a desejada prova da ligação de Jesus à Ordem dos Essênios, particularmente depois dos 13 anos, a identificação histórica de Jesus e a confirmação da dependência do Novo Testamento desses manuscritos. A sua divulgação tem sido dificultada por razões não exclusivamente técnicas.
Divulgação
O ano originalmente combinado para a divulgação do conteúdo dos manuscritos era 1970. Depois, os israelitas prometeram a sua publicação para 1997. As justificações para esta demora são essencialmente três:
1- Conteúdo espectacular para a fé judaico-cristã,
abalando eventualmente as estruturas hierárquicas religiosas. O escritor
americano Edmund Wilson fundamentava esta hipótese referindo a conhecida
tentativa de minimizar a importância dos manuscritos.
2- Interesse das várias universidades (israelitas, francesas, americanas
e inglesas) em monopolizar o estudo destes documentos.
3- Dificuldades financeiras.
Importância
Os Manuscritos do Mar Morto são agora internacionalmente reconhecido como leitura essencial na tentativa para compreender Jesus como um ser humano. Eles estão iluminando nossa compreensão de como e em que forma Jesus é diferente ou parecido ao Essênios. Nós temos muitos para ponderar, por exemplo, se Jesus esteve ou não no Qumran dos Essênios vivendo no deserto de Judéia.
A coleção é grande, bastando para provar a assertiva o fato que da Bíblia Hebraica foram encontrados restos de todos os livros com exceção única do livro de Ester. Segundo a sua natureza os manuscritos podem ser divididos em 4 espécies: os bíblicos, os apócrifos, comentários e os livros da comunidade - comunidade ou seita, pois não constituíam outra coisa os originais proprietários dos mesmos.
Idade dos Pergaminhos
Depois de provada a autenticidade dos pergaminhos, a primeira questão focalizada foi a da sua época mas até hoje não chegaram a um acordo. Um pedaço de linho encontrado em uma cova foi submetido, pelo professor W. F. Libby, do Instituto para estudos Nucleares da Universidade de Chicago, ao método carbono 14, e a data estabelecida foi a do ano 33, com uma aproximação de 200 anos, quer dizer, um período situado entre o ano 187 AC e 233 de nossa Era.
Muito embora este resultado não estabelecesse uma data exata para os manuscritos, indicava entretanto um período histórico geral, que apoiado principalmente em Flávio José, historiador do primeiro século, e auxiliado por outros elementos, como o achado de moedas de diferentes períodos e o estudo do conteúdo dos próprios manuscritos, deram aos estudiosos do assunto maior possibilidade de bem situar o problema.
Quantidade
No total, foram recuperados, em 11 grutas de Qumran, 11 manuscritos mais ou menos completos e milhares de fragmentos de mais de 800 manuscritos em pergaminho e papiro. Escritos em hebraico, aramaico e grego, cerca de 225 manuscritos são cópias de livros bíblicos, sendo o restante livros apócrifos.
A historicidade dos evangelhos
O primeiro Evangelho a ser escrito teria sido o de Marcos, por volta do ano 42 d.C., quando ainda estavam vivas as testemunhas oculares dos eventos ali narrados. Logo em seguida, e antes do ano 50, foi escrito o Evangelho de Mateus, com um texto um pouco mais longo que o de Marcos. Pelo ano 62 d.C., o mais tardar, Lucas escreve a sua díade: o Evangelho e os Atos dos Apóstolos, talvez em defesa de Paulo que estava preso em Roma. Alguns acreditam que antes mesmo dos anos 70, João teria escrito o seu Evangelho, que contém uma elaboração teológica muito maior que os outros.
A questão central está em que, com estas recentes descobertas, podemos com muita segurança, ao menos para os sinóticos, colocar a data de composição dos Evangelhos para bem antes do ano 70, quando ainda estavam vivas as testemunhas oculares dos eventos dos quais Jesus Cristo participou. Muitos da Escola das Formas achavam que a descrição da destruição de Jerusalém predita por Jesus no Evangelho de Mateus fora ali colocada porque a comunidade que teria escrito o Evangelho também havia presenciado a destruição, e não porque Jesus tivesse a capacidade de prever tal acontecimento. Ora, isto se devia a uma deturpação a quanto ao que é histórico no Evangelho. Hoje em dia esta hipótese não se sustenta mais: Jesus tinha, sim, a capacidade de prever o que aconteceria no futuro, e a queda de Jerusalém foi prevista por Ele e documentada no Evangelho de Mateus, antes que o fato acontecesse.
Não Confunda:
NAG HAMMAD, Ano de 1945 - Nome da localidade onde foram descoberto textos dos evangelhos apócrifos de origem GNÓSTICA, Foi encontrado acidentalmente por um pastor beduíno.
MAR MORTO, Ano de 1947 - Nome da localidade onde foram encontrados textos dos evangelhos apócrifos de origem essênia, Foi encontrado acidentalmente por um pastor beduíno.
As historia são cheia de coincidências, por isso muitos fazem confusão. O evangelho de São Tomé (existe muitos textos de Tomé, como por exemplo, atos de Tomé, Apocalipse de Tomé , mas só um é o EVANGELHO DO APOSTOLO SÃO TOMÉ) foi encontrado em NAG HAMMAND. Ele descreve um Jesus místico e esotérico. O misticismo é característica do Gnosticismo.
Autenticidade e Reconhecimento
Alguns dos textos do Mar Morto são místicos, afinal os essênios eram místicos. Porém, para surpresa das igrejas cristãs, foram encontrados textos autênticos, iguais aos da Bíblia. Depois dos testes em laboratório, chegaram a conclusão de que a Bíblia atual foi baseada nesses textos, pois a cópia da Bíblia em poder da Igreja é mais nova do que a encontrada no Mar Morto, que é muito mais antiga e, portanto, mais próxima ao original ou sendo o próprio original.
A Igreja Católica reconhece alguns textos como sendo autênticos, as igrejas evangélicas (protestantes) também reconhecem o achado do Mar Morto e a igreja judáica reconhece alguns textos como pertencentes ao Torá.
É um achado valioso para todas as igrejas cristãs. Já em Nag Hammad, nada se aproveita para os Católicos, evangélicos e Judeus, pois são textos místicos. Porém, foi em NAG HAMMAND que foi encontrado o Evangelho de São Tomé.
Adaptação do texto original disponível em
http://www.sobrenatural.com.br/Apocrifos/Curiosidades/Curiosidades.htm
Nota do Autor do site:
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Rogerio SacroSancttus