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Santo Sudario
Fonte: Lista Catolicos a Caminho
Transmissão: Dinamis
O Santo Sudário
Por Adelmar Cadar
Na época da exposição pública
de 1978, após receber a carta de Paulo VI, o arcebispo
de Turim, Dom Anastácio Ballestreros, dirigiu aos fiéis uma carta
intitulada
Sinal de Cristo, cujo teor é o seguinte:
Olhamos para o Sudário como para um Sinal de Cristo
e da presença dele. A força
evocadora da imagem dilacerada pode tornar-se, se recebida com espírito
simples
e reto, subsídio de uma fé renovada no ministério salvador
da paixão e da morte
do senhor Ressurgido, mistério que é escândalo para quem
não acredita, mas sabedoria
para os cristãos. O mistério da Cruz é ainda vivo, porque
a paixão do Senhor
espera um cumprimento na nossa carne, no nosso espírito e na nossa história:
não por nada Jesus disse: Quem deseja vir atrás de mim, pega a
própria cruz
a cada dia... (...) Trouxe-nos aqui não somente uma centenária
tradição turinense,
à qual somos afeiçoados e da qual somos orgulhosos, mas, sobretudo,
a necessidade
de que a nossa fé seja sustentada pelos Sinais às vezes, os Sinais
nada têm
a ver com a teologia, mas antes com a humanidade. Os Sinais necessitam estar
presentes entre nós, onde as mensagens se multiplicam: exatamente por
isso,
não é justo que os signos evocadores e estimulantes da fé
e da esperança sejam
calados. O que sentimos diante do Sudário? Antes de mais nada, um desejo
profundo
e perturbador da presença de Cristo: não dos seus Sinais , mas
dele, do Salvador
Jesus que o Pai enviou por amor ao mundo, aquele que veio por amor e doou a
própria vida, abandonando-a à tortura, à iniquidade, à
crueldade dos homens.
Necessitamos dessa presença. E também este
Sinal do Sudário nos conforta, porque
parece nos dizer que o Senhor é fiel à sua palavra: Eu estou sempre
com vocês
. Esta palavra vai no fundo de nosso coração, porque a promessa
do Senhor é
consoladora. Nós O temos conosco, mesmo se não O vemos (porque
é assumido na
glória). Não O ouvimos, não porque não fale, mas
porque somos surdos e não conseguimos
encontrá-lo na proximidade de troca e de um encontro que se colma de
consolação
e nos reaviva. Eis-nos aqui o Sinal , como é desejada no mundo a presença
do
Cristo Senhor! Como desejaríamos dizer: Senhor, que eu enxergue, ou,
ainda melhor,
Senhor que eu possa ver-te para que o teu vulto seja a luz da minha vida e a
força do meu caminho .
Esse assunto constantemente vem à baila em todos os
setores da imprensa e qualquer
notícia sobre ele é imediatamente transmitida pela mídia
com grande estardalhaço.
Isto devido ao fato de interessar a toda comunidade cristã uma informação
segura
sobre esta preciosa peça de linho. A propósito, a revista Veja
edição 1783,
de 25 de dezembro de 2002, publica uma interessante reportagem sob o título
A Ciência à Procura de Cristo, na qual são referidos numerosos
trabalhos científicos
visando esclarecer alguns aspectos da pessoa e da vida de Cristo. Dentre eles,
o Sudário de Turim, como não poderia deixar de ser, é o
tema abordado. Nele,
além de fatos relatados nas crônicas anteriores, é citada
também a presença
no tecido de um pólen que floresce numa época condizente com a
da crucificação.
Eis o texto:
Das relíquias relacionadas a Jesus, a mais intrigante
é uma peça de linho com
4,36 metros de comprimento por 1,10 de largura, o chamado Santo Sudário.
Diz
a tradição católica que a peça serviu de mortalha
para o corpo do filho de Deus,
assim que o desceram da cruz. O pano tem as marcas nítidas de um rosto
com barba
e manchas condizentes com as chagas de Cristo. A relíquia, guardada em
Turim,
é conhecida e venerada desde 1350. Curiosamente, foi o avanço
da tecnologia
que tornou sua autenticidade polêmica. No final dos anos 80, o tecido
foi analisado
por três equipes independentes e datado com radioatividade.
A conclusão foi
unânime: o pano tinha sido produzido na Idade Média, entre 1260
e 1390. O diagnóstico
não encerrou o assunto. Estudos mais recentes encontram vários
indícios de que
seria muito mais antigo. Primeiro, foram traços de sangue humano no tecido.
Depois, submetido a exames tridimensionais por computador,
mostrou que só se
poderia ter aquela imagem se o Sudário realmente envolvesse um corpo.
O achado
mais instigante são vestígios de pólen nas tramas do tecido.
São de uma flor
típica do Oriente Médio, que floresce numa época condizente
com a da crucificação.
A Igreja Católica, que havia aceitado a conclusão dos especialistas
de 1988,
hoje considera o Sudário um assunto em aberto, que exige novas e apuradas
análises
científicas. Não é considerado oficialmente como autêntico.
A conclusão sobre
o manto é que nada há de certo sobre ele .
Poderão vocês tirar suas conclusões,
de vez que a Igreja Católica, a quem está
confiada sua guarda, ainda não se manifestou oficialmente, mesmo após
os exames
do carbono 14 realizados em 1988. As cartas do Papa Paulo VI e do Cardeal de
Turim Anastácio Ballestreros, são datadas de 1978, por ocasião
da exposição
pública do Sudário, portanto bem anteriores ao teste de carbono
14 realizado
em 1988. Paulo VI morreu pouco tempo depois que escreveu sua carta, sendo substituído
pelo cardeal Albino Luciane, que tomou o nome de João Paulo I. Eu tive
a oportunidade
de ver, na Capela Reale de Turim, uma réplica em tamanho natural e com
todos
os detalhes do original, e convenci-me de que dificilmente seria uma pintura.
Alem do mais, apesar de alguns exames terem sugerido que se trata de uma peça
do século XIII, fica uma observação: o Sudário mostra
uma figura de um homem,
de frente e de costas, com sinais descritos na paixão de Cristo, segundo
os
evangelistas Mateus, Marcos, Lucas e João. Além disto, há
que se considerar
que, desde o advento do islamismo, no século VII, todo o Oriente Médio,
inclusive
Jerusalém, é povoado pelos árabes, que nunca usaram, ao
contrário dos romanos,
a crucificação como castigo. Eu, particularmente, creio que o
Sudário de Turim
ou Santo Sudário seja a mortalha que envolveu o corpo de Jesus Cristo.
Para
finalizar, vale repetir uma famosa frase: para quem crê, nenhuma explicação
é necessária; para quem não crê, toda explicação
é inútil.
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fonte: UAI - ESTADO DE MINAS