Reflexoes e Pensamentos
Salva por ajudar
Fonte: Mundo Catolico
Transmissão: Susimar Pinheiro
Aquela era uma noite como outra qualquer para aquele moço
que voltava para casa pelo mesmo roteiro de sempre, há três anos.
Ele seguia tateando com sua bengala para identificar os acidentes do caminho,
que eram seus pontos de referência, como todo deficiente visual.
Mas, naquela noite, uma mudança significativa havia acontecido no seu
caminho: um pequeno arbusto, que lhe servia de ponto de referência e estava
ali pela manhã, fora arrancado. A rua estava deserta e ele não
conseguia mais encontrar o rumo de casa. Andou por algum tempo, e percebeu que
havia
se afastado bastante da sua rota, pois verificou que estava numa ponte sobre
o rio que separa a sua
cidade da cidade vizinha.
Era preciso encontrar o caminho de volta. Mas como, sem o auxílio
da visão?
Começou a tatear com sua bengala, quando uma voz trêmula de mulher
lhe indagou:
- O senhor está encontrando alguma dificuldade?
- Acho que me perdi, respondeu o rapaz.
- Foi o que pensei, comentou a mulher.
- Quer que o acompanhe a algum lugar?
O rapaz lhe deu o endereço e ela, oferecendo-lhe o braço,
o conduziu até à porta de casa.
- Não sei como lhe agradecer, falou o moço.
- Eu é que lhe devo um sincero agradecimento, respondeu ela, já
com voz
firme.
- Não compreendo, retrucou o rapaz.
E a jovem senhora então explicou:
- Há uma semana meu marido me abandonou. Eu estava naquela ponte para
me suicidar, pois geralmente àquela hora está deserta. Aí
encontrei o senhor tateando sem rumo e mudei de idéia. A mulher disse
boa noite, agradeceu mais uma vez, e desapareceu na rua deserta.
***
Também, em nossas vidas, talvez tenhamos passado por
experiências semelhantes à das personagens dessa história.
Quantas vezes já não sentimos vontade de sumir, de pôr um
fim ao sofrimento que nos visita e um braço amigo nos sustentou antes
da queda. Ou, quiçá, já tenhamos nos sentido perdido, sem
rumo, sem esperança, e uma voz se fez ouvir e nos indicou uma saída.
Quem já não se sentiu numa situação assim, vivendo
ora como o socorro que chega, ora como o socorrido?
Tudo isso nos dá a certeza de que nunca estamos sós. Alguém
invisível vela por nós e nos oferece um braço amigo nas
horas de desespero. Ou, então, inspira-nos a oferecer nosso apoio a alguém
que está à beira do abismo. A esse alguém é o nosso
anjo da guarda. Ele segue conosco vida afora, sem
cansaço. Pense nisso!
Ajudando a outros que estão em maior necessidade do que
nós, esquecemos os nossos problemas e temos mais alegria na vida. É
muito gratificante poder ajudar a outros! E tenha certeza que o maior beneficiado
será você! Você será realmente feliz, quando se preocupar
em levar a felicidade ao
próximo. As pessoas mais felizes não são as que conseguem
ter o maior conforto para si, mas sim as que conseguem ajudar outras pessoas
a terem um pouco mais de conforto!
Alguns dirão: "Mas eu não tenho muitos recursos
financeiros e não posso ajudar"
É por isso que a recomendação de Jesus é: "Repartir o pão", " Se tiver dois agasalhos, de um a quem não tem nenhum" - É simples! Quando não estiver sobrando..., mesmo assim, ainda posso repartir o que tenho com quem nada tem!
Você costuma olhar ao seu redor, no seu dia-a-dia?
Costuma prestar atenção naqueles que seguem com você pelo mesmo caminho?
Se já tem o hábito e a sensibilidade de se importar
com os semelhantes, talvez tenha sido usado por Deus para ajudar a alguém
em desespero. E se ainda não havia pensado nisso, pense agora. E comece
a ser um braço amigo sempre disposto a conduzir alguém com segurança.
Suzimar S. Pinheiro