Exsurge Domini Formação Católica e Apologética Veritas · Fides · Cultura · Semper
“A verdade não teme a investigação, mas a procura com humildade.” São João Paulo II
Artigo

A Igreja que não se Envergonha da Cruz de Cristo

 



A Igreja que não se Envergonha da Cruz de Cristo


Autor: Cláudio Augusto



A Igreja que não se Envergonha da Cruz de Cristo


Apesar de muitos cristãos acusarem os católicos de pregarem um Cristo "morto" e crucificado, fazendo referência aos crucifixos, ao sinal da cruz e à própria Missa (que é o sacrifício incruento de Cristo oferecido ao Pai), devemos notar que já os apóstolos exaltavam a Cruz de Nosso Senhor:

"A linguagem da CRUZ é loucura para os que se perdem, mas para nós que fomos salvos É UMA FORÇA DIVINA" (1Cor 1,18)


"Mas nós pregamos CRISTO CRUCIFICADO" (1Cor 1,23)


E é o próprio Jesus quem ordena que tenhamos sempre na lembrança o seu Santo Sacrifício, ao celebrarmos a Santa Missa:


"Isto é o meu Corpo, que é dado por vós. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM." (Lc 22,19)


Paulo reafirma a ordem de Jesus:


"Todas as vezes que comeis deste pão e bebeis deste cálice, LEMBRAIS A MORTE DO SENHOR, até que Ele venha" (1Cor 11,26)


E Pedro nos convida a oferecermos "sacrifícios espirituais", por Jesus, a Deus, na Santa Missa:


"Aproximando-vos Dele, vós mesmos entrais como pedras vivas na construção da casa habitada pelo Espírito, para constituir uma santa comunidade sacerdotal, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo." (1Pd 2,4-5)


Na verdade, a Igreja Católica prega um Cristo ressuscitado. Mas sem esquecer que foi pela cruz que Ele alcançou a vitória. A Igreja Católica não se envergonha, nem menospreza a Cruz de Jesus. São muitos os falsos profetas que prometem prosperidades e o fim de todas as cruzes aos fiéis que forem batizados na sua "igreja". Quanto a eles, Paulo nos diz:


"Porque há muitos por aí que se portam como INIMIGOS DA CRUZ DE CRISTO, cujo destino é a perdição, cujo deus é o ventre, para quem a própria ignomínia é causa de envaidecimento, e SÓ TEM PRAZER NO QUE É TERRENO." (Fl 3,18-19)


Enquanto os falsos profetas prometem prosperidades, e o fim dos problemas e das cruzes, Jesus nos diz:


"Se alguém quiser vir comigo, TOME A SUA CRUZ e siga-me" (Mt 16,24)


"A porta que leva ao caminho da vida é apertada, mas larga e espaçosa é a que conduz à perdição" (Mt 7,13-14).


Portanto, Igreja sem Cruz não é Igreja de Jesus. Não existe Igreja, nem Salvação, nem Ressurreição sem cruz:


"É necessário que o grão de trigo morra para que possa produzir frutos" (Jo 12,24)


Irmãos, não se deixem enganar quando acusarem o catolicismo de pregar um Cristo morto porque veneramos a Cruz de Cristo. Nem todos compreendem, mas no Catolicismo ela sempre foi venerada, como nos ensina Paulo:


"CRISTO CRUCIFICADO é escândalo para os judeus e loucura para os pagãos, MAS PARA OS ELEITOS, quer judeus quer gregos, é FORÇA e SABEDORIA de Deus" (1Cor 1,23-24)


"Quanto a mim, não pretendo jamais GLORIAR-ME, a não ser NA CRUZ de Nosso Senhor Jesus Cristo" (Gl 6,14)


Em nossas cruzes do dia-a-dia, oferecemo-las a Deus em comunhão com a paixão redentora de Nosso Senhor Jesus Cristo para a reparação dos pecados e a Salvação da humanidade. E, assim, participamos do Sacrifício Redentor de Jesus Nosso Senhor, como nos ensina São Paulo:


"Agora, me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja." (Col 1,24)


Eis o que nos ensina Dom Estevão Bettencourt:


"Eis que a Cruz não é mero objeto de contemplação, mas é também algo que cada um é chamado a carregar no seguimento de Cristo. Carregar, porém, não de cabeça baixa, tristemente conformada, pois "Deus ama a quem dá com alegria" (2Cor 9,7). E há motivo para dar com alegria, pois a cruz (doenças, luto, reveses...) é fonte de esperança; somente por ela pode alguém chegar à plenitude da Vida.


Os santos sempre desconfiaram do afluxo de bem-estar material em sua vida, pois estes, atraentes como são, embotam o olhar e esvaziam o anseio de bens melhores ou definitivos. Os desafios da vida é que fazem crescer, pois exigem a mobilização de energias que ficariam adormecidas no âmbito de uma vida muito afogada.


Os santos souberam penetrar o mistério da Cruz e viram nela o testemunho de que Deus chama seus filhos a superar a mediocridade e agigantar-se no caminho da perfeição, configurando-se a Cristo, isto não é masoquismo, mas profunda visão de fé."


Sobre este conteúdo: este artigo integra o acervo do Exsurge Domini, projeto de Formação Católica e Apologética. Quando o texto reproduzir ou comentar material de terceiros, a fonte original deve ser indicada no próprio artigo.
Continue estudando este tema Veja outros artigos classificados em Cruz.
Ver mais sobre Cruz
Rogerio Hirota

Trabalho com evangelização na Música na Igreja Católica desde Dezembro de 2000 com a minha conversão ao catolicismo. Esses anos de experiência coloco para ajudar outros irmãos através da internet.

إرسال تعليق

Deixe seu Comentário: (0)

أحدث أقدم