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Artigo

Sobre o autor

 

Minha História de Conversão

Gostaria que vocês me conhecessem um pouco melhor por meio deste meu testemunho de conversão.

Meu nome é Rogério Hirota. Em 2002, eu tinha 25 anos e havia me convertido no início do ano 2000.

Nasci e fui batizado católico, mas, como minha família não vivia uma espiritualidade católica verdadeiramente, faltou-me uma formação religiosa. Cheguei a tentar fazer catequese por três vezes, mas a falta de interesse fazia com que eu desistisse.

Minha mãe, embora sempre tivesse sido católica, também passou por uma longa busca pela fé. Ao longo de sua caminhada, conheceu diferentes religiões e movimentos: desde a Seicho-No-Ie, passando por igrejas protestantes, chegando até  a frequentar o espiritismo. Foi somente em 1998 que ela voltou a conhecer profundamente a Jesus dentro da Igreja Católica.

Por falta de conhecimento da doutrina católica, em nossa família existia um grande sincretismo religioso. Achávamos que tudo era válido e que todas as religiões levavam ao mesmo caminho.

Chegávamos, por exemplo, a ir diante dos pequenos altares budistas que existiam nas casas, onde eram colocados os nomes dos falecidos, para rezar orações católicas e deixar alimentos. Acreditávamos que aqueles espíritos viriam se alimentar e que, posteriormente, aqueles alimentos se tornariam abençoados.

Hoje compreendo que aquela prática era totalmente contrária à fé católica. Naquela época, porém, fazíamos tudo por falta de conhecimento.

O início de uma vida distante de Deus

Aos 14 anos, eu tinha uma vida financeiramente estável. Meu pai possuía uma empresa de transporte que estava em pleno desenvolvimento e, graças a isso, tive a oportunidade de estudar em uma escola particular de técnico em agropecuária, que funcionava em regime de internato. Passei três anos estudando ali.

Quando me formei, aos 17 anos, saí com uma enorme vontade de recuperar o "tempo perdido" e aproveitar a vida.

Foi então que comecei a fazer amizades que me afastavam cada vez mais de Deus. Passei a frequentar barzinhos, discotecas, karaokês, festas e as famosas "noitadas" ou "baladas", como se costuma dizer no mundão.

Foi também nessa época que tive meus primeiros contatos com bebidas alcoólicas, muito influenciado pelos amigos.

Conheci uma garota e comecei com ela um namoro desregrado. Aos poucos, fui me entregando cada vez mais àquela vida.

Quanto mais eu bebia, mais achava que estava feliz. Quando ficava embriagado, sentia uma espécie de realização, como se finalmente estivesse completo.

Mas aquela alegria era falsa.

Dentro de mim existia um vazio que eu não conseguia explicar.

Eu tentava preenchê-lo com a bebida. Enquanto estava bêbado, parecia que conseguia esquecer aquele vazio. Mas, no dia seguinte, além da ressaca, ele continuava ali — e parecia ainda maior.

Comecei também a tocar à noite, pois sou músico, e passei a frequentar boates. Não ia necessariamente para procurar relacionamentos ou sexo, mas para me divertir, bagunçar com os amigos e continuar vivendo aquela vida.

Eu ainda não percebia, mas estava cada vez mais distante de Deus.

Quando tudo começou a desmoronar

Até que minha vida começou a mudar — e a andar para trás.

A empresa do meu pai quebrou, deixando uma grande dívida.

Meu namoro terminou. Eu acreditava que amava aquela garota e, naquele momento, o fim do relacionamento foi uma grande perda para mim.

Além disso, a banda em que eu tocava, aqui na região, também acabou.

Em questão de poucos meses, praticamente tudo aquilo que eu considerava importante havia desaparecido.

Foi então que me vi no fundo do poço.

Eu havia perdido a estabilidade financeira, terminado meu relacionamento e visto a banda, que também fazia parte da minha vida, se desfazer.

Restava a bebida.

Passei a usá-la cada vez mais como uma forma de escapar dos problemas e daquele vazio interior. Cheguei perto de me tornar alcoólatra.

Apesar disso, nunca usei drogas. Cheguei a experimentar cigarros, mas, graças a Deus, não me viciei.

Mesmo sem perceber, eu estava procurando em todas essas coisas aquilo que somente Deus poderia me dar.

O início da minha volta para Deus

Foi então que minha mãe começou a ter um papel fundamental na minha conversão.

Ela já estava frequentando a Igreja e participava dos grupos de oração da Renovação Carismática Católica. Começou a me falar sobre as palavras de Jesus e, através dela, também comecei a conhecer a Canção Nova.

A Canção Nova despertou em mim algo que eu não esperava: o desejo de conhecer aquele Amor de Deus de que tanto falavam.

Comecei a assistir às pregações do Padre Jonas pela televisão. Suas palavras me tocavam profundamente.

E havia algo curioso nisso tudo.

Eu, que antes fugia da Igreja e achava que religião era "coisa de idoso", comecei a me pegar várias vezes assistindo às pregações durante a madrugada.

Naquela época, íamos trabalhar em São Paulo todos os dias, e muitas vezes eu acompanhava as pregações pela televisão durante a madrugada.

Aos poucos, meu coração começou a ceder.

Eu ainda não entendia completamente o que estava acontecendo, mas Deus já estava me atraindo para Si.

O encontro com Jesus

Até que, finalmente, decidi acompanhar minha mãe em uma quinta-feira de adoração, na minha cidade, Jacareí-SP.

Para mim, aquilo já era algo muito estranho.

Eu tinha muita dificuldade para entrar em uma igreja. Até então, praticamente só ia a missas de sétimo dia e casamentos.

Às vezes chegava atrasado. Outras vezes, ficava do lado de fora.

Eu me sentia como uma ave fora do ninho.

Mas naquele dia tudo seria diferente.

Durante a adoração, vi Jesus Sacramentado vindo em minha direção nas mãos do sacerdote.

Não consigo explicar completamente o que aconteceu naquele momento.

Foi muito forte.

Comecei a chorar.

E, naquele instante, tive uma certeza no coração: era Jesus quem eu sempre havia procurado.

A paz começou a preencher aquele vazio que eu carregava havia tantos anos.

E, diante de Jesus, comecei a enxergar minha própria vida de uma maneira diferente. Senti um profundo arrependimento por tudo aquilo que havia feito e por todos os caminhos que havia tomado.

Naquele momento, compreendi algo que mudou minha vida:

A sede que eu sentia não era de bebida. Era de Jesus.

A graça de abandonar a bebida

Naquele mesmo dia, recebi a graça de parar de beber.

Depois daquele encontro com Jesus, nunca mais coloquei álcool na boca.

Para mim, isso foi uma grande bênção.

Não foi apenas deixar de beber. Eu também precisei enfrentar as situações que antes me levavam à bebida.

Muitos dos meus amigos continuavam aparecendo na porta de casa para me chamar para sair.

Eu precisava dizer não.

Precisava escolher um novo caminho.

E, pela graça de Deus, consegui.

Hoje reconheço que não fui eu quem simplesmente "ficou forte" e abandonou a bebida.

Foi uma graça que recebi de Deus.

Foi Jesus quem me libertou daquela vida.

Descobrindo para que Deus me deu um dom

Depois de encontrar Jesus, minha vida começou a tomar um novo rumo.

Comecei a servi-Lo nas missas através do ministério de música e também com os shows de evangelização.

Por meio da própria Canção Nova, fui conhecendo cada vez mais as belas canções católicas, músicas cheias do Espírito Santo, e comecei a perceber que aquele dom que Deus havia colocado em mim não deveria ser usado apenas para minha diversão.

Eu poderia colocá-lo a serviço de Deus.

Foi então que decidi entregar meu dom musical a Jesus.

Aquilo que antes eu utilizava para tocar na noite começou a ser colocado a serviço da evangelização.

Deus estava transformando aquilo que fazia parte da minha antiga vida em instrumento para uma vida nova.

Da experiência pessoal à evangelização

Hoje também realizo um trabalho de evangelização pela internet, através de um site e de um grupo de formação católica por e-mail.

Faço isso porque sei, por experiência própria, o quanto é importante para nós, católicos, conhecer nossa fé e nossa doutrina.

Eu mesmo vivi durante muitos anos no sincretismo religioso por falta de conhecimento.

Por isso, sei que não basta simplesmente dizer que somos católicos.

Precisamos conhecer a fé que recebemos.

Precisamos conhecer a Igreja, sua doutrina e seus ensinamentos.

Foi justamente por não conhecer essas coisas que, no passado, misturei práticas religiosas incompatíveis com a fé católica.

Hoje compreendo o quanto isso ofende o Coração misericordioso de Jesus.

O talento que não quero mais enterrar

Quando olho para minha história, lembro-me da parábola dos talentos.

Durante muito tempo, eu estava enterrando o talento que Deus havia me dado.

Hoje sei por que recebi esse dom.

Deus não me deu a música apenas para que eu tocasse.

Ele me deu esse talento para que, de alguma maneira, eu pudesse utilizá-lo para Sua glória.

Agora que conheci Jesus e conheci Sua Igreja — Verdadeira, Una, Santa, Católica e Apostólica — desejo evangelizar outras pessoas e ajudá-las a conhecer a verdade.

Quero levar ao conhecimento de todos que Jesus Cristo é o Senhor e que a Igreja Católica é verdadeiramente Sua Esposa, Mãe e Mestra.

Não quero guardar para mim aquilo que Deus fez em minha vida.

Se Ele teve misericórdia de mim, quero anunciar essa misericórdia a outras pessoas.

Só Jesus nos completa

A cada dia, procuro conhecer mais a Jesus e tornar-me cada vez mais íntimo d'Ele.

Hoje compreendo algo que demorei muitos anos para descobrir:

Somente Jesus pode preencher o vazio do coração humano.

Eu procurei preencher aquele vazio com amizades, festas, relacionamentos, dinheiro, música e bebida.

Nada disso conseguiu me completar.

Quando encontrei Jesus, porém, encontrei aquilo que meu coração procurava.

E tenho em Seu Corpo Eucarístico o Santo Remédio para a minha alma.

Este é apenas o começo

Este é o meu testemunho de conversão.

Mas minha história não terminou naquele dia.

Depois da minha conversão, ainda passei por um momento muito difícil de provação, e também tenho um testemunho sobre essa experiência.

Quem tiver interesse pode conhecer:

Testemunho 2 – Provação e Vitória em Jesus com o Amor de Maria

Também peço a todos que ainda não conhecem a obra da Canção Nova que procurem conhecê-la e, se puderem, ajudem essa obra de evangelização.

Para mim, a Canção Nova foi um grande instrumento utilizado por Deus para a minha conversão.

Foi através dela que comecei a ouvir o Padre Jonas e tantas outras pessoas que anunciaram Jesus com palavras cheias do Espírito Santo.

Por isso, tenho uma enorme gratidão por tudo aquilo que Deus fez através desse instrumento.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Para sempre seja louvado!

"Pois Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade."

I Tessalonicenses 4,7

E termino com uma passagem que também expressa muito daquilo que aprendi ao longo da minha caminhada:

"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de abraçar e tempo de afastar-se; tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz."

Eclesiastes 3

Sobre este conteúdo: este artigo integra o acervo do Exsurge Domini, projeto de Formação Católica e Apologética. Quando o texto reproduzir ou comentar material de terceiros, a fonte original deve ser indicada no próprio artigo.
Rogerio Hirota

Trabalho com evangelização na Música na Igreja Católica desde Dezembro de 2000 com a minha conversão ao catolicismo. Esses anos de experiência coloco para ajudar outros irmãos através da internet.

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