Purgatorio e IndulgĂȘncias


PurgatĂłrio


O que Ă©?


Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida a sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obterem a santidade necessåria para entrarem na alegria do Céu.


Catecismo da Igreja CatĂłlica nÂș 1030

É um Dogma de FĂ© e por isso nenhum cristĂŁo pode colocar em dĂșvida sua existĂȘncia. A Santa Igreja, baseando-se na Sagrada Escritura e na Tradição, definiu basicamente nos ConcĂ­lios de Florença e de Trento o que devemos acreditar sobre este assunto.


Estado de espírito onde as almas pagam as dívidas à Justiça Divina.


É muito importante saber que...


As almas do PurgatĂłrio jĂĄ nĂŁo podem mais merecer, isto Ă©, nĂŁo tĂȘm a possibilidade de alcançar mĂ©ritos, nĂŁo podem fazer nada para merecer a vida eterna, precisam de nĂłs que ainda temos Ă  nossa disposição os Tesouros da Redenção, que Ă© formado pelos os MĂ©ritos infinitos de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Bem-aventurada Virgem Maria e dos Santos.


Isto entenderemos melhor mais adiante...


“Entre o Ășltimo suspiro, e a eternidade, hĂĄ um abismo de misericĂłrdia”.


SĂŁo Francisco de Sales


O PurgatĂłrio na Palavra de Deus

A doutrina sobre o PurgatĂłrio nĂŁo estĂĄ explĂ­cita na BĂ­blia Sagrada, no entanto, algumas passagens dĂŁo as idĂ©ias fundamentais de sua existĂȘncia.


· Em 2 Macabeus 12, 39-46 – “...puseram-se em oração para pedir que o pecado cometido fosse cancelado”. “...ele mandou oferecer esse sacrifĂ­cio expiatĂłrio pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos de seu pecado”.


· Em Mateus 5, 25-26 – “...dali nĂŁo sairĂĄs, enquanto nĂŁo pagares o Ășltimo centavo”.


· Em Mateus 12, 31-32 – “...nĂŁo lhe serĂĄ perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro”.


· No Apocalipse 21, 27 – “Nela jamais entrarĂĄ algo de imundo”.


Por que motivos podemos ir para o PurgatĂłrio?


Todo pecado trĂĄs como conseqĂŒĂȘncia duas coisas:


A culpa e a pena (pena eterna + pena temporal).


Pela verdadeira contrição e pelo Sacramento da Reconciliação, ficam perdoadas a culpa e a pena eterna.


Todavia, permanece a pena temporal, o dever da penitĂȘncia e da reparação do mal que cometemos. Fica uma dĂ­vida que devemos pagar Ă  Justiça de Deus, nesta vida ou no PurgatĂłrio.


Pelas IndulgĂȘncias podemos diminuir e atĂ© apagar toda a pena temporal. Sobre as indulgĂȘncias falaremos adiante.


Assim podemos resumir os motivos que nos levam ao PurgatĂłrio:


§ 1Âș - pelos pecados veniais nĂŁo remidos ou perdoados neste mundo;


§ 2Âș - pelas inclinaçÔes viciosas deixadas em nossa alma pelo hĂĄbito do pecado e


§ 3Âș - pela pena temporal devida a todo pecado mortal ou venial cometido depois do batismo e nĂŁo expiado ou expiado insuficientemente nesta vida.



Como sĂŁo os sofrimentos (penas)?


§ 1Âș Sofrimento - Pena dos Sentidos


“Reuni todas as penas que os homens tĂȘm sofrido, sofrem e sofrerĂŁo, desde o princĂ­pio do mundo atĂ© o fim dos tempos; juntai todos os tormentos que os tiranos e os algozes tĂȘm feito sofrer aos mĂĄrtires: serĂĄ uma pĂĄlida imagem dos tormentos do PurgatĂłrio; e, se as pobres encarceradas fosse permitida a escolha, prefeririam aqueles suplĂ­cios durante mil anos a ficarem no PurgatĂłrio mais um dia”.


Santa Catarina de GĂȘnova

“A dor nĂŁo Ă© o golpe que recebe, mas a sensação dolorosa desse golpe”.


SĂŁo TomĂĄs de Aquino

“O fogo que envolve Ă© o mesmo que atormenta os condenados no inferno, e esse fogo, oh, Ă© terrĂ­vel!”


SĂŁo TomĂĄs de Aquino

“As penas do PurgatĂłrio sĂŁo passageiras, nĂŁo sĂŁo eternas, mas creio que sĂŁo mais terrĂ­veis e insuportĂĄveis que todos os males desta vida”.


SĂŁo GregĂłrio Magno

“Como deve ser maravilhoso o CĂ©u, pois Deus exige uma purificação tĂŁo dolorosa das almas”.


Santa Catarina de Sena

§ 2Âș Sofrimento – Pena do Dano


É a separação forçada de Deus ou uma força irresistĂ­vel, que a cada instante afasta bruscamente de Deus a alma que a todo momento, por instinto de sua natureza, corre a se unir com Ele. Imaginemos uma mĂŁe que chamada pelo filho prestes a ser devorado por uma fera, fosse retida por uma força invencĂ­vel no momento em que se precipitasse em seu socorro. Para as almas esta sensação Ă© uma constante.


§ 3Âș Sofrimento – ImpotĂȘncia de se acudirem a si prĂłprias


É a impotĂȘncia absoluta, nĂŁo podem nem fazer penitĂȘncia, nem merecer, nem satisfazer Ă  Justiça Divina, nem ganhar uma indulgĂȘncia, nem receber os Sacramentos.


Mais uma vez Ă© importante lembrar que nĂłs podemos ajudĂĄ-las a se libertarem.


§ 4Âș Sofrimento – O conhecimento dos seus pecados


As almas do PurgatĂłrio vĂȘem as coisas de Deus diferente de nĂłs, esclarecidas pela Divina Luz, compreendem elas o respeito, o amor, a obediĂȘncia que deviam a Deus, e ainda, a ingratidĂŁo dos pecados que cometeram. Essa ingratidĂŁo as oprime de tantos remorsos, que elas sentem a necessidade de sofrer para expiar tanta falta de amor, e ainda, a esse sentimento se une o pensamento de que teriam podido facilmente evitar em vida as faltas que as fazem sofrer.


§ 5Âș Sofrimento – O esquecimento em que caem


As almas sofrem com o esquecimento dos seus, elas pedem o repouso, o refrigério e a luz, e não rezamos por elas o quanto deveríamos, para libertå-las desse estado.


§ 6Âș Sofrimento – Incerteza do tempo de permanĂȘncia no PurgatĂłrio


Na eternidade nĂŁo hĂĄ mais tempo. O tempo nĂŁo Ă© como o nosso, elas sofrem sem saber quando vĂŁo se libertar. Um minuto nosso para elas Ă© uma eternidade.


“Eu temo, temo do bom conceito que meus amigos tĂȘm feito de mim; entendendo que eu jĂĄ estou no CĂ©u, sem querer me deixarĂŁo ficar no PurgatĂłrio”.


SĂŁo Francisco de Sales

“De boa vontade eu ficaria cem mil anos no PurgatĂłrio, pois teria a certeza do ParaĂ­so”.


SĂŁo Bernardino de Sena

O estado das almas do PurgatĂłrio nos ensinamentos de SĂŁo Francisco de Sales


“ 1Âș - As almas do PurgatĂłrio estĂŁo numa contĂ­nua uniĂŁo com Deus e perfeitamente submissas Ă  vontade de Deus. NĂŁo podem deixar esta uniĂŁo divina e nunca podem contradizer a divina vontade, como nĂłs neste mundo.


2Âș - Elas se purificam com muito amor e com toda boa vontade, porque sabem que isto ĂĄ da vontade de Deus. Sofrer para fazer a vontade de Deus Ă© uma alegria para elas.


3Âș - Elas querem ficar na maneira que Deus quer e quanto tempo ele quiser.


4Âș - SĂŁo impecĂĄveis e nĂŁo podem experimentar o mais leve movimento de impaciĂȘncia, nem cometer uma imperfeição sequer.


5Âș - Amam a Deus mais do que a si prĂłprias, e mais do que todas as coisas, e com um amor muito puro e desinteressado.


6Âș - SĂŁo consoladas pelos Anjos.


7Âș - EstĂŁo seguras da sua salvação e com uma segurança que nĂŁo pode ser confundida.


8Âș - As amarguras que experimentam sĂŁo muito grandes, mas numa paz profunda e perfeita.


9Âș - Si pelo que padecem estĂŁo como numa espĂ©cie de inferno, quando a dor, Ă© um paraĂ­so de doçura quanto a caridade mais forte do que a morte.


10Âș - Feliz estado, mais desejĂĄvel que temĂ­vel, pois estas chamas do PurgatĂłrio sĂŁo chamas do Amor!”


“Falam sĂł das penas daquele lugar e nunca da felicidade e da paz que desfrutam as almas que lĂĄ estĂŁo. É verdade que os sofrimentos sĂŁo extremos e as maiores e mais terrĂ­veis dores desta vida nĂŁo se podem comparar a eles, mas tambĂ©m as satisfaçÔes interiores sĂŁo tais e tantas que nenhuma prosperidade e alegria da terra a elas se podem igualar”.


SĂŁo Francisco de Sales

“Sim, o tormento delas Ă© tĂŁo grande que nenhuma lĂ­ngua humana pode exprimĂ­-lo, mas as suas delĂ­cias sĂŁo de tal modo inebriantes que sĂł a felicidade dos eleitos podem dar uma idĂ©ia”.


Santa Catarina de GĂȘnova no Tratado do PurgatĂłrio

Motivos pelos quais devemos socorrer as almas do PurgatĂłrio:


§ 1Âș - O serviço que prestamos a Deus e a glĂłria que lhe proporcionamos


Imaginemos o que experimentaria o coração de uma mãe que, tendo conhecimento de que seu filho foi condenado à prisão por muitos anos, o visse de repente, trazido por um amigo que o ajudou a se libertar.


E ainda, a glória que lhe proporcionamos, pois fomos criados para glorificar a Deus, e cada alma liberta do Purgatório, imediatamente voa ao Céu e glorifica incessantemente ao Senhor Deus Todo Poderoso.


§ 2Âș - O serviço que prestamos a nĂłs mesmos


Adquirimos certamente um protetor no Céu, as almas por nós ajudadas a se libertarem serão eternamente reconhecidas no Céu. No Céu também se ama e se é reconhecido.


Constituímos no Céu um representante nosso que, em nosso nome, adora, louva e glorifica o Senhor, enquanto estamos em vida ocupados em trabalhos e fadigas, elas adoram a Deus também em nosso nome.


“Tudo quanto peço a Deus pela intercessĂŁo das almas do PurgatĂłrio me Ă© concedido”.


Santa Teresa

“Quando quero obter com segurança uma graça, recorro Ă s almas padecentes e a graça que suplico sempre me Ă© concedida”.


Santa Catarina de Bolonha

§ 3Âș - As principais virtudes que assim praticamos


Socorrendo as almas do PurgatĂłrio praticamos a caridade em toda sua extensĂŁo.


Ajudamos ao nosso prĂłximo no dia-a-dia, em diversas circunstĂąncias, tambĂ©m devemos fazĂȘ-lo Ă s almas do PurgatĂłrio, e ainda mais, porque sabemos que nĂŁo podem socorrer a si mesmas.


§ 4Âș - O julgamento que nos espera apĂłs a morte


É obra de caridade rezar por quem precisa.


“Tudo que fizerdes aos meus pequeninos e a mim que o fazeis”. Nos disse o Senhor Jesus.


E ainda “Tudo o que damos por caridade Ă s almas do PurgatĂłrio converte-se em graças para nĂłs, e, apĂłs a morte, encontramos o seu valor centuplicado”. Nos ensinou Santo AmbrĂłsio


NĂłs podemos rezar por nĂłs e por elas, e as almas do PurgatĂłrio nĂŁo podem se ajudar. NĂłs podemos pagar as suas dĂ­vidas, para que alcancem a liberdade.


E ainda, nĂŁo podemos nos esquecer de que um dia poderemos estar no PurgatĂłrio.


O que nos leva ao PurgatĂłrio?

A Tibieza e o Pecado Venial


“A tibieza Ă© o hĂĄbito nĂŁo combatido do pecado venial, ainda que seja um sĂł.


Santo Afonso

A tibieza mina o espĂ­rito, sem que as pessoas percebam, nos enfraquece espiritualmente, amortece as energias da vontade e do esforço. Afrouxa a vida cristĂŁ. É um sistema de acomodaçÔes na vida espiritual do cristĂŁo.


HĂĄ muitos sinais de tibieza, mas o que a caracteriza Ă© o pecado venial deliberado e habitual.


Tudo quanto ofende a Nosso Senhor nunca Ă© leve ou coisa sem importĂąncia para uma alma fervorosa. O pecado venial Ă© uma ofensa a Deus, e nele hĂĄ:


TrĂȘs circunstĂąncias agravantes:


§ 1ÂȘ - Uma injĂșria a Majestade Divina.


§ 2ÂȘ - Revolta contra a Autoridade de Deus.


§ 3ÂȘ - IngratidĂŁo a Bondade Eterna.


“O hĂĄbito dos pecados veniais tira dos nossos olhos a malĂ­cia do pecado grave, e em breve nĂŁo receamos passar das faltas mais leves aos maiores pecados”.


SĂŁo GregĂłrio

Depois da morte, as menores penas que nos esperam Ă© algo maior do que tudo que se possa padecer neste mundo. As menores faltas sĂŁo punidas severamente”.


Santo Anselmo


O que devemos fazer?


Eis as palavras de Santo Agostinho:


Devemos, pois socorrer os falecidos:


§ 1Âș - Em razĂŁo do parentesco de sangue.


§ 2Âș - Por gratidĂŁo, aos benfeitores nossos.


§ 3Âș - Por justiça.


§ 4Âș - Por caridade.


O Santo Cura d’Ars, SĂŁo JoĂŁo Batista Vianney, era um devoto fervoroso das almas do PurgatĂłrio. Pedira a Deus a graça de sofrer muito. Os sofrimentos do dia, oferecia-os pela conversĂŁo dos pecadores, e os da noite, pelas almas do PurgatĂłrio.


“Si soubĂ©ssemos como Ă© grande o poder das boas almas do PurgatĂłrio (em nosso favor) sobre o Coração de Jesus, e se soubĂ©ssemos tambĂ©m quantas graças poderĂ­amos obter por intercessĂŁo delas, Ă© certo, nĂŁo seriam tĂŁo esquecidas”.


SĂŁo JoĂŁo Batista Vianney


Como podemos ajudĂĄ-las?


Um dia, Santa Gertrudes rezava com fervor pelos falecidos, quando Nosso Senhor lhe fez ouvir estas palavras:


“Eu sinto um prazer todo especial pela oração que me fazem pelos fiĂ©is defuntos, principalmente quando vejo que a compaixĂŁo natural se junta a boa vontade de a tornar mais meritĂłria. A oração dos fiĂ©is desce a todo instante sobre as almas do PurgatĂłrio, como um orvalho refrigerante e benĂ©fico, como um bĂĄlsamo salutar que adoça e acalma suas dores, e ainda as livra das suas prisĂ”es mais ou menos rapidamente conforme o fervor da devoção com que Ă© feita”.


E ainda noutra ocasiĂŁo:


“MuitĂ­ssimo grata me Ă© a oração pelas almas do PurgatĂłrio, porque por ela tenho ocasiĂŁo de libertĂĄ-las das suas penas e introduzĂ­-las na glĂłria eterna”.


Oração

Aplicando as indulgĂȘncias recebidas na oração em sufrĂĄgio, para a liberdade das almas do PurgatĂłrio.


Aqui vemos a importĂąncia das indulgĂȘncias, atravĂ©s delas pagamos Ă  Justiça Divina o que devemos, ou as oferecemos pelas almas para que elas possam assim pagar o devem Ă  Justiça Divina, e se libertarem para entrar no gozo Celeste.


§ Salmo 129 (130) - De Profundis


É um dos sete Salmos Penitenciais, e Ă© uma oração indulgenciada.


§ OraçÔes canĂŽnicas do BreviĂĄrio ou Divino OfĂ­cio, OraçÔes Oficiais da Igreja


“A oração Ă© a chave de ouro que abre o CĂ©u”.


Santo Agostinho

Sofrimento

“Aliviemos as almas do PurgatĂłrio, aliviemo-las por tudo o que nos penaliza, porque Deus tem cuidado em aplicar aos mortos os mĂ©ritos dos vivos”.


SĂŁo JoĂŁo CrisĂłstomo

Podemos aceitar os nossos sofrimentos com amor e humildade, oferecendo-os em sacrifício pelas almas, afim de que elas sofram menos. É meritório para nós (santificação) e para as almas (alívio dos sofrimentos) oferecer a Nosso Senhor Jesus Cristo a cruz de cada dia pelos nossos falecidos. Quem não tem a sua cruz?


É bom lembrar que, aceitando os sofrimentos da vida, em espírito de reparação, estaremos diminuindo as penas que poderemos experimentar se formos para o Purgatório. Não sabemos o nosso futuro.


Ato HerĂłico

Quando fazemos um ato de penitĂȘncia e oração, como por exemplo rezar um Santo Terço de joelhos, hĂĄ neste ato, trĂȘs frutos diferentes:


§ Um fruto meritĂłrio – que nĂŁo o podemos perder, Ă© o mĂ©rito pessoal de quem o pratica, nos dĂĄ um acrĂ©scimo de graça e de glĂłria.


§ Um valor satisfatĂłrio do ato – que Ă© a penitĂȘncia, o sacrifĂ­cio, e este Ă© para as almas, no Ato HerĂłico.


§ Uma força impetratĂłria - que Ă© a da oração como oração.


“É o ato que consiste em oferecer Ă  Divina Majestade, em proveito das almas do PurgatĂłrio, todo o valor satisfatĂłrio das obras que fizemos durante a vida, e todos os sufrĂĄgios que forem aplicados pela nossa alma depois da morte”.


Este ato hå de ser feito em perpétuo, isto é, por toda a vida continuando após a morte, mas não obriga sob pena de pecado, a pessoa pode renunciå-lo, não comete pecado mortal nem venial.


Pelo Ato Heróico não renunciamos o mérito de nossas boas obras, isto é o fruto meritório, que nos då nesta vida um acréscimo da graça e da glória no Paraíso. Este merecimento é nosso e não o podemos ceder aos outros.


AlĂ©m disso, tudo o mais que fizermos, serĂĄ em proveito das almas do PurgatĂłrio, desde que fazemos o Ato HerĂłico, todas as indulgĂȘncias que lucramos sĂŁo das almas. SĂł a indulgĂȘncia plenĂĄria na hora da morte nĂŁo Ă© aplicĂĄvel aos falecidos. O Ato HerĂłico nĂŁo impede de rezar nas prĂłprias intençÔes e pelos falecidos.


O Ato Heróico não nos impede de utilizar a força impetratória da oração por alguma alma em particular, mas a entrega que se faz em favor das almas sofredoras neste ato, no qual cedemos o valor satisfatório, é feito, em geral, por todas as almas, e não em favor de uma ou outra em particular.


É um engano pensar que se perde muito com o Ato HerĂłico, ao contrĂĄrio, lucra-se mil vezes mais. Deus se deixa vencer em generosidade? Este Ato Ă© cheio de mĂ©rito, Ă© um ato perfeito, que nos faz esquecer de nĂłs mesmos para favorecer nossos irmĂŁos e praticar a caridade. “A caridade cobre uma multidĂŁo de pecados”, nos ensina a Palavra de Deus. Este heroĂ­smo de caridade serĂĄ recompensado com superabundĂąncia de graças em vida e de glĂłria na eternidade.


Para realizå-lo, não é prescrita uma oração em especial, pode ser feito espontaneamente.


Missas Gregorianas

É providenciar a celebração de trinta Santas Missas individuais, isto Ă©, por uma sĂł alma e nĂŁo por diversas na mesma Santa Missa, em trinta dias consecutivos, se por acaso nestes dias forem os trĂȘs Ășltimos dias da Semana Santa (sexta-feira ao domingo), a interrupção nĂŁo altera o prosseguimento, as Santas Missas destes dias podem ser celebradas depois em seguida. Todavia, nĂŁo Ă© necessĂĄrio que as Santas Missas sejam celebradas pelo mesmo sacerdote, numa mesma igreja e altar.


O essencial Ă© que sejam celebradas trinta Santas Missas por um falecido, em trinta dias consecutivos.


“Deus acolhe com mais fervor a oração pelos mortos, do que a que nĂłs lhe dirigimos pelos vivos”.


SĂŁo TomĂĄs

ExercĂ­cios de piedade nas segundas - feiras e no MĂȘs de Novembro

Como nos ensina a Tradição cristĂŁ, o costume de fazer piedosos exercĂ­cios pelas almas do PurgatĂłrio nas segundas-feiras durante o ano todo, e tambĂ©m durante todos os dias do mĂȘs de Novembro, neste mĂȘs rezamos em especial pelas almas do PurgatĂłrio, nestes dias pratiquemos em sufrĂĄgio das almas o quanto pudermos; assistir a Santa Missa, receber a Sagrada ComunhĂŁo, das esmolas, fazer a Via Sacra, visitar os doentes, enfim, temos Ă  nossa disposição muitas maneiras de sufragĂĄ-las.


Santa Missa

É o maior, mais poderoso e eficaz sufrágio que possamos oferecer a Deus pelos falecidos. É o mesmo Sacrifício do Calvário, na Santa Missa se oferece o próprio Deus para reparar as faltas de toda a humanidade. Pode haver maior sufrágio que a Santa Missa?


Distinguem-se quatro frutos principais do Santo SacrifĂ­cio:


§ Um fruto geral – aplicado a todos os fiĂ©is vivos e falecidos nĂŁo separados da ComunhĂŁo da Igreja;


§ Um fruto especial - aplicado aos que assistem atualmente a Santa Missa;


§ Um fruto especialĂ­ssimo – aplicado aos que mandam celebrar a Santa Missa e


§ Um fruto ministerial - que pertence ao celebrante e Ă© alienĂĄvel.


“Vale mais assistir devotamente uma Santa Missa por nĂłs em vida, ou dar espĂłrtula para se celebrar, do que vĂĄrias Missas apĂłs a morte”.


Santo Anselmo

“A cada Santa Missa celebrada com devoção, saem muitas almas do PurgatĂłrio. E nĂŁo sofrem tormento algum durante a Missa aplicada por elas”.


SĂŁo JerĂŽnimo

“Os anjos nĂŁo somente assistem ao SacrifĂ­cio da Santa Missa, senĂŁo que no fim acodem voando Ă s portas do PurgatĂłrio a libertar Ă s almas, Ă s quais Deus aplica a virtude do Santo SacrifĂ­cio que se acaba de celebrar”.


SĂŁo JoĂŁo CrisĂłstomo

“Nenhuma lĂ­ngua humana pode exprimir os frutos de graças que atrai o oferecimento do Santo SacrifĂ­cio da Missa”.


São Lourenço Justiniano

“Toda Santa Missa diminui teu PurgatĂłrio; toda Santa Missa alcança-te um grau de glĂłria no CĂ©u”.

SĂŁo Bernardo

“A Santa Missa Ă© o sol que dissipa as trevas do PurgatĂłrio”.

SĂŁo Francisco de Sales

“Na hora da morte, as Santas Missas Ă s quais tiveres assistido, serĂŁo a tua maior consolação. Um dos fins da Santa Missa Ă© alcançar para ti o perdĂŁo dos teus pecados. Em cada Santa Missa podes diminuir a pena temporal devida aos teus pecados...”.

Santo Agostinho

ComunhĂŁo

Sim, depois da Santa Missa, nĂŁo hĂĄ sufrĂĄgio melhor e mais poderoso para socorrer as pobres almas que a Santa ComunhĂŁo. Escreveu SĂŁo Boaventura: “Que a caridade te leve a comungar, porque nada hĂĄ tĂŁo eficaz para proporcionar descanso aos que padecem no PurgatĂłrio”.


A comunhĂŁo dignamente recebida Ă© um meio especialĂ­ssimo para o sufrĂĄgio das almas do PurgatĂłrio, pois na Sagrada ComunhĂŁo oferecemos o prĂłprio Deus.


Podemos também oferecer a Comunhão Espiritual pelas almas sofredoras.


PenitĂȘncia e Boas Obras

A penitĂȘncia alĂ©m de nos ser necessĂĄria, Ă© muito meritĂłria, e podemos oferecĂȘ-la em sufrĂĄgio das almas do PurgatĂłrio.


Oferecer alguns momentos de sede de vez em quando, para matar a sede que as almas do PurgatĂłrio tĂȘm de Deus.


Mortificar a curiosidade nas leituras, em querer saber tudo, para reparar os pecados cometidos pelas almas por esta falta de mortificação. Dominar a gula, os vícios, etc.


Fazer atos de humildade para reparar o orgulho cometido por tantas almas que sofrem.


Reservar um pouco dos rendimentos para providenciar a celebração da Santa Missa, e para outros atos de caridade em sufrågio das almas do Purgatório.


Assim, tiraremos duplo proveito: a nossa santificação e o alívio das almas sofredoras.


“Uma pequena penitĂȘncia livremente praticada nesta vida Ă© preferĂ­vel, aos olhos de Deus, a uma grande penitĂȘncia imposta na outra”.


SĂŁo Boaventura

Via Sacra

É tambĂ©m um excelente meio de sufrĂĄgio para as almas sofredoras, a meditação da PaixĂŁo e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo nos recorda o PreciosĂ­ssimo Sangue derramado pela salvação das almas, e nos faz pedir pelo Sangue de Cristo a libertação das almas do PurgatĂłrio.


“Si quereis crescer de virtude em virtude, atrair para vossa alma graça sobre graça, entregai-vos muitas vezes ao piedoso exercĂ­cio da Via Sacra”.


SĂŁo Boaventura

Esmolas

Socorramos os pobres e necessitados, oferecendo as indulgĂȘncias recebidas em sufrĂĄgio das almas do PurgatĂłrio.


JĂĄ no Antigo Testamento observamos esta prĂĄtica.


O anjo disse a Tobias:


“A esmola salva da morte, apaga os pecados, tira a alma das trevas, faz-lhe achar graças diante de Deus e lhe assegura a vida eterna”.


Tobias 4, 8-11

Água Benta

O Veneråvel padre Domingos de Jesus, segundo o costume da Ordem Carmelitana, tinha uma caveira sobre a mesa de sua cela. Certo dia, ao ter aspergido essa caveira com ågua benta, a mesma começou a bradar em voz alta suplicando: Mais ågua benta! Porque ela alivia o ardor das chamas horrivelmente dolorosas!


A oração da Igreja intercede por meio da ågua benta, por isso as almas do Purgatório tanto anseiam pelo uso desta em seu favor.


Nossa Senhora - Um a parte especial Ă  sua IntercessĂŁo...


“Eu sou a Rainha do CĂ©u, eu sou a MĂŁe da misericĂłrdia, o caminho por onde voltam os pecadores a Deus. NĂŁo hĂĄ pena no PurgatĂłrio que nĂŁo se alivie e que por mim nĂŁo se torne menor do que si o fĂŽra sem mim”.


Nossa Senhora Ă  Santa BrĂ­gida

“Cada ano, nas grandes festas, a MĂŁe de Deus desce ao PurgatĂłrio e liberta muitas almas do sofrimento, levando-as para a glĂłria, sobretudo nas festas da PĂĄscoa, do Natal e da Assunção”.


VenerĂĄvel Dionizio Cartuziano

EscapulĂĄrio de Nossa Senhora do Carmo

Diz a tradição que na noite do dia 16 de julho de 1251, o Prior Geral dos Carmelitas, São Simão Stock, um homem considerado por todos os Irmãos como um homem de intensa oração, de entrega total, devoção e amor à Mãe do Carmelo, a Virgem Maria, mergulhado na oração, dirigiu-se a Virgem Maria e pediu-lhe a proteção da "Senhora" sobre seus vassalos em tempos de perseguição e dificuldades. Pediu-lhe que ajudasse a seus Irmãos, porque estes sempre se mantinham fiéis a seu serviço e agora necessitavam de sua ajuda. Neste momento, segundo a tradição, rezou esta famosa oração que até hoje os Carmelitas cantam solenemente nas festas:


"Flor do Carmelo, vide florida.


Esplendor do Céu. Virgem Mãe incomparåvel.


Doce MĂŁe, mas sempre Virgem,


Sede propicia aos carmelitas, Ó Estrela do Mar".


Durante esta oração, apareceu-lhe a própria Virgem Maria, rodeada de anjos.


Entregou-lhe o EscapulĂĄrio que tinha em suas mĂŁos e lhe disse:


"Recebe, meu filho muito amado, este Escapulårio de tua Ordem, sinal de meu amor, privilégio para ti e para todos os carmelitas: quem com ele morrer, não se perderå. Eis aqui um sinal da minha aliança, salvação nos perigos, aliança de paz e de amor eterno".


E ainda:


“Eu, como terna MĂŁe dos confrades carmelitas, descerei ao PurgatĂłrio no primeiro sĂĄbado depois da sua morte e os livrarei e os conduzirei ao Monte Santo da vida eterna”.


Normas PrĂĄticas no uso do EscapulĂĄrio:


· O escapulĂĄrio Ă© imposto sĂł uma vez por um sacerdote, com a imposição passa-se a fazer parte da grande famĂ­lia carmelitana, participando de toda a vida espiritual do Carmelo.


· Por ser confeccionado com tecido, o escapulĂĄrio desgasta-se facilmente; por isso recomenda-se que seja substituĂ­do por um novo quando necessĂĄrio. Este tambĂ©m deverĂĄ receber a benção sacerdotal.


· Pode ser substituĂ­do por uma medalha que represente de uma parte a imagem do Sagrado Coração de Jesus e da outra, a Virgem Maria.


· O escapulĂĄrio compromete com uma vida autĂȘntica de cristĂŁos que se conformam Ă s exigĂȘncias evangĂ©licas, recebem os Sacramentos, professam uma especial devoção Ă  SantĂ­ssima Virgem, expressa ao menos com a recitação diĂĄria de trĂȘs Ave-Marias.


O EscapulĂĄrio do Carmo nĂŁo Ă©:


· Um amuleto;


· Uma garantia automĂĄtica de salvação;


· Uma dispensa de viver as exigĂȘncias da vida cristĂŁ.


IndulgĂȘncia

Relembrando...


Todo pecado trĂĄs como conseqĂŒĂȘncia duas coisas:


A culpa e a pena (pena eterna + pena temporal).


Pela verdadeira contrição e pelo Sacramento da Reconciliação, ficam perdoadas a culpa e a pena eterna.


Todavia, fica-nos o dever da penitĂȘncia e da reparação do mal que cometemos. Fica uma dĂ­vida (referente a pena temporal) que devemos pagar Ă  Justiça de Deus, nesta vida ou no PurgatĂłrio.


Pelas indulgĂȘncias podemos diminuir e atĂ© apagar toda a pena temporal.


Tiramos do Tesouro da Igreja, formado pelos méritos superabundantes de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Bem-aventurada Virgem Maria e dos Santos o que precisamos para pagar as dívidas à Justiça Divina, e isto, podemos realizar devido a Comunhão dos Santos.


Entendendo melhor...


A Igreja, pelo Tesouro da Igreja Universal formado pelos mĂ©ritos superabundantes de Nosso Senhor Jesus Cristo, os mĂ©ritos da Bem-aventurada Virgem Maria e dos Santos, aplica para o bem dos fiĂ©is neste mundo e para alĂ­vio das almas do PurgatĂłrio, as IndulgĂȘncias.


É uma graça de Deus, que ocorre devido o dogma da solidariedade dos fiĂ©is, dos que estĂŁo na graça de Deus, isto Ă© da ComunhĂŁo dos Santos.


ComunhĂŁo dos Santos

O que Ă©?


Todos sĂŁo membros de Cristo. Todos formam o Corpo MĂ­stico de Cristo, estamos todos unidos em Jesus Cristo, como os membros unidos Ă  cabeça, isto Ă©, podemos nos auxiliar uns aos outros nesta sublime solidariedade em Cristo e por Cristo. É o mistĂ©rio da admirĂĄvel ComunhĂŁo dos Santos.


Quem são os fiéis solidårios?


§ sĂŁo os justos no CĂ©u, os que se salvaram e estĂŁo na posse de Deus;


§ sĂŁo os justos que padecem no PurgatĂłrio e


§ sĂŁo os justos que peregrinam na vida terrena.


Formam eles as trĂȘs Igrejas:


§ a Igreja Triunfante, os fiĂ©is jĂĄ no triunfo eterno da glĂłria;


§ a Igreja Padecente, os fiĂ©is que se purificam nas chamas do PurgatĂłrio e


§ a Igreja Militante, somos nĂłs que combatemos neste mundo.


Agora vamos aprender sobre as IndulgĂȘncias...


O que Ă© IndulgĂȘncia?


É a remissĂŁo, diante de Deus, da PENA TEMPORAL devida pelos pecados jĂĄ perdoados quanto Ă  culpa (com uma verdadeira contrição e pelo Sacramento da Reconciliação), que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condiçÔes, alcança por meio da Igreja.


A IndulgĂȘncia Ă© parcial ou plenĂĄria, conforme liberta, em parte ou no todo, da pena temporal devida pelos pecados.


E ainda, qualquer fiel pode lucrar indulgĂȘncias parciais ou plenĂĄrias para si mesmo ou aplicĂĄ-las aos falecidos como sufrĂĄgio.


Vale esclarecer que ninguĂ©m pode lucrar indulgĂȘncias em favor de outras pessoas vivas.


É ainda, importantĂ­ssimo ressaltar, que as indulgĂȘncias nĂŁo nos dispensam de fazer penitĂȘncia e a confissĂŁo humilde de nossos pecados.


O que Ă© preciso fazer para ganhar a IndulgĂȘncia?


TrĂȘs pontos bĂĄsicos sĂŁo necessĂĄrios para se ganhar a indulgĂȘncia:


§ Para que alguĂ©m seja capaz de lucrar indulgĂȘncias, deve ser batizado, nĂŁo estar excomungado e encontrar-se em estado de graça, pelo menos no fim das obras prescritas. Em estado de pecado grave nĂŁo se lucram indulgĂȘncias.


§ A intenção de lucrar as mesmas, para isto basta termos a intenção virtual (em pensamento), e podemos fazer pela manhĂŁ a intenção de lucrarmos todas as indulgĂȘncias anexas as oraçÔes e boas obras que praticarmos naquele dia.


§ Praticar as exigĂȘncias (condiçÔes) prescritas quando for o caso.


IndulgĂȘncia Parcial

A condição determinada pela Igreja para a indulgĂȘncia parcial Ă© a de simplesmente com o coração contrito, executar a obra indulgenciada.


IndulgĂȘncia PlenĂĄria

Para a indulgĂȘncia plenĂĄria, “alĂ©m da repulsa de todo afeto a qualquer pecado, atĂ© venial, Ă© necessĂĄria a execução da obra enriquecida da IndulgĂȘncia e o cumprimento das trĂȘs condiçÔes (norma 23) seguintes:


1Âș - ConfissĂŁo Sacramental


§ Com uma sĂł ConfissĂŁo podem ganhar-se vĂĄrias IndulgĂȘncias em dias diferentes. Aqui cabe uma informação importante que nĂŁo consta no Manual das IndulgĂȘncias, mas que foi obtida da Sagrada PenitĂȘnciĂĄria: Cada confissĂŁo vale para as indulgĂȘncias obtidas atĂ© uns 15 (quinze) dias antes e para as indulgĂȘncias que serĂŁo obtidas atĂ© uns 15 (quinze) dias depois de recebido o Sacramento.


2Âș - ComunhĂŁo EucarĂ­stica


§ É necessĂĄria uma ComunhĂŁo para cada IndulgĂȘncia.


3Âș - Oração nas intençÔes do Sumo PontĂ­fice


§ É necessĂĄrio rezar para cada IndulgĂȘncia.


§ Recitar um Pai Nosso e uma Ave-Maria, mas podem os fiĂ©is acrescentar outras oraçÔes conforme sua piedade ou devoção (norma 23 parĂĄgrafo 5).


As trĂȘs condiçÔes podem cumprir-se em vĂĄrios dias, antes ou depois da execução da obra prescrita; convĂ©m, contudo, que a Sagrada ComunhĂŁo e a oração nas intençÔes do Sumo PontĂ­fice se pratiquem no prĂłprio dia da obra prescrita (norma 23 parĂĄgrafo 3). A indulgĂȘncia plenĂĄria sĂł se pode ganhar uma vez ao dia, contudo o fiel em artigo de morte pode ganhĂĄ-la, mesmo que jĂĄ a tenha conseguido neste dia (norma 21 e parĂĄgrafos).


Ainda Ă© importante ressaltar que...


§ Para lucrar a indulgĂȘncia plenĂĄria anexa Ă  igreja ou oratĂłrio, Ă© a visita aos mesmos e neles se recitam o Pai Nosso e o Creio, a nĂŁo ser em caso especial em que se marque outra coisa, mas podem os fiĂ©is acrescentar outras oraçÔes conforme sua piedade ou devoção (norma 22), e ainda o cumprimento das trĂȘs condiçÔes (norma 23).


ConcessÔes

§ Concede-se indulgĂȘncia parcial ao fiel que, no cumprimento de seus deveres e na tolerĂąncia das afliçÔes da vida, ergue o espĂ­rito a Deus com humilde confiança, acrescentando alguma piedosa invocação, mesmo sĂł em pensamento.


“Vigiai e orai para nĂŁo cairdes em tentação”.


Mateus 26, 41

§ Concede-se indulgĂȘncia parcial ao fiel que, levado pelo espĂ­rito de fĂ©, com o coração misericordioso, dispĂ”e de si prĂłprio e de seus bens no serviço dos irmĂŁos que sofrem falta do necessĂĄrio.


“Tive fome e me destes de comer...”.


Mateus 25, 35-36 e 40

§ Concede-se indulgĂȘncia parcial ao fiel que se abstĂ©m de coisa lĂ­cita e agradĂĄvel, em espĂ­rito espontĂąneo de penitĂȘncia.


“Se pelo espĂ­rito mortificares as obras do corpo vivereis”.


Romanos 8,13

E ainda...


OraçÔes e Atos Indulgenciados

Muito importante!


Antes de enumerĂĄ-las Ă© importante sugerir a leitura do Manual das IndulgĂȘncias, pois algumas prĂĄticas exigem determinadas condiçÔes para recebĂȘ-las.


§ Recitar atos de virtudes teologais e de contrição.


§ Adoração ao SantĂ­ssimo Sacramento.


§ Oração ao Santo Anjo.


§ Oração do Ângelus e Rainha do CĂ©u.


§ Oração Alma de Cristo.


§ Benção Papal


§ Visita ao CemitĂ©rio


§ ComunhĂŁo Espiritual


§ Oração do Creio em Deus Pai


§ Adoração da Santa Cruz


§ (Salmo 129 (130)) Oração De Prufundis


§ Dedicação ao ensino ou aprendizado da doutrina cristĂŁ


§ Oração Eis-me aqui, Ăł bom e dulcĂ­ssimo Jesus


§ Participar com devoção do solene rito que costuma encerrar o Congresso EucarĂ­stico


§ Rezar Ladainhas, em especial do SantĂ­ssimo Nome de Jesus, do Sagrado Coração de Jesus, do PreciosĂ­ssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, de Nossa Senhora, de SĂŁo JosĂ© e de Todos os Santos


§ Rezar o Magnificat


§ Rezar o Lembrai-vos, Ăł piĂ­ssima Virgem Maria


§ Salmo 50, o Miserere


§ Assistir devotamente Ă s novenas pĂșblicas que se fizerem antes das solenidades do Natal, de Pentecostes e da Imaculada Conceição


§ Usar devotamente objetos de piedade bentos ritualmente por qualquer sacerdote ou diĂĄcono


§ Rezar OfĂ­cios breves


§ Recitar oraçÔes aprovadas pela autoridade eclesiĂĄstica pelas vocaçÔes sacerdotais e religiosas


§ Se entregar a oração mental com piedade


§ Assistir atenta e devotamente Ă  sagrada pregação da Palavra de Deus


§ Fazer a 1ÂȘ ComunhĂŁo ou assistir esta cerimĂŽnia


§ Assistir devotamente a 1ÂȘ Celebração da Santa Missa de um sacerdote


§ Rezar o RosĂĄrio de Nossa Senhora (pode ser rezada a terça-parte, isto Ă©, o Terço, mas as cinco dezenas devem ser recitadas juntas).


§ Ler a Sagrada Escritura, com a veneração devida, e a modo de leitura espiritual.


§ Rezar a Salve Rainha


§ Recitar no dia da celebração litĂșrgica de qualquer Santo, em sua honra a oração tomada no Missal ou outra aprovada pela autoridade eclesiĂĄstica


§ Fazer o Sinal da Cruz devotamente proferindo as palavras costumeiras: Em nome do Pai, do Filho e do EspĂ­rito Santo. AmĂ©m


§ Oração À vossa proteção recorremos, Santa MĂŁe de Deus....


§ Recitar com piedade TĂŁo Sublime Sacramento...


§ Rezar Vinde EspĂ­rito Santo, enchei os coraçÔes dos vossos fiĂ©is...


§ Fazer piedosamente o exercĂ­cio da Via-Sacra


§ Visitar com devoção a igreja paroquial na festa do titular


§ Renovar as promessas do Batismo


§ Visitar piedosamente uma igreja ou oratĂłrio, quando aĂ­ se faz a Visita Pastoral


InvocaçÔes Breves (recitadas ou só concebidas na mente):


§ Jesus


§ Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo


§ Bendito seja Deus


§ Seja como Deus quiser


§ Ajudai-me, Senhor


§ Atendei Ă  minha oração


§ Tende piedade de mim


§ Perdoai-me, Senhor


§ NĂŁo permitais que eu me separe de vĂłs


§ Ave Maria


§ Coração de Jesus, confio em vĂłs.


§ Doce Coração de Maria, sede a minha salvação


§ Enviai, Senhor, operĂĄrios Ă  vossa messe


§ GlĂłria ao Pai, ao Filho e ao EspĂ­rito Santo


§ Graças e louvores sejam dados a todo momento ao SantĂ­ssimo e DivinĂ­ssimo Sacramento


§ Jesus, Maria, JosĂ©


§ Jesus manso e humilde de coração, fazei nosso coração semelhante ao vosso.


§ Meu Senhor e meu Deus!


§ NĂłs vos adoramos e vos bendizemos, porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo


§ Pai, em vossas mĂŁos entrego meu espĂ­rito


§ Rogai por nĂłs Santa MĂŁe de Deus para que sejamos dignos das promessas de Cristo


§ Santa Maria, MĂŁe de Deus, rogai por nĂłs


§ Senhor, aumentai a nossa fĂ©


§ Todos os Santos e Santas de Deus, rogai por nĂłs


Ainda Ă© importante ressaltar...


O dia em nos lembramos em especial dos falecidos Ă© o Dia de Finados – 02 de Novembro.


E sobre a visita ao cemitério...


O fiel que visitar devotamente um cemitĂ©rio e rezar, mesmo em espĂ­rito, pelos defuntos, concede-se indulgĂȘncia somente aplicĂĄvel Ă s almas do PurgatĂłrio. Esta indulgĂȘncia serĂĄ plenĂĄria (cumprindo as trĂȘs condiçÔes), cada dia, de 01 a 08 de novembro; nos outros dias do ano serĂĄ parcial.


“Nenhum sacrifĂ­cio Ă© mais agradĂĄvel a Deus do que o zelo pela salvação dos homens...” E tambĂ©m: “O valor do mundo inteiro nĂŁo se pode comparar com o valor de uma sĂł alma”.


SĂŁo GregĂłrio Magno

“Hoje traze-me as almas que se encontram na prisĂŁo do PurgatĂłrio e mergulha-as no abismo da minha misericĂłrdia; que as torrentes do meu Sangue refresquem o seu ardor. Todas essas almas sĂŁo muito amadas por mim, pagam as dĂ­vidas Ă  minha Justiça; estĂĄ em teu alcance trazer-lhes alĂ­vio. Tira do Tesouro da minha Igreja todas as indulgĂȘncias e oferece-as por elas. Oh, se conhecesses o seu tormento, incessantemente oferecerias por elas a esmola do espĂ­rito e pagarias as suas dĂ­vidas Ă  minha Justiça”.


O Senhor Jesus disse Ă  IrmĂŁ Faustina – Novena da Divina MisericĂłrdia


“Por conseguinte, enquanto temos tempo, pratiquemos o bem para com todos, mas sobretudo para com os irmĂŁos na fĂ©”.


GĂĄlatas 6, 10

“Examinai tudo e ficai com o que Ă© bom.”

Tessalonicenses 5, 21


Bibliografia

§ A BĂ­blia de JerusalĂ©m


§ Catecismo da Igreja CatĂłlica


§ BRANDÃO, Monsenhor AscĂąnio. Tenhamos CompaixĂŁo das Pobres Almas. SĂŁo Paulo, Editora Ave Maria, 2ÂȘ edição, 1956.


§ REIS, Pe. Oliveiros de Jesus. O PurgatĂłrio e as Almas que Sofrem. Porto – Portugal, edição do Cavaleiro da Imaculada, 5ÂȘ edição.


§ PEREIRA, Monsenhor Dr. JosĂ© BasĂ­lio. MĂȘs das Almas. Salvador, Bahia, Editora Mensageiro da FĂ© Ltda, 15ÂȘ edição. 1969.


§ PINTO, Hugo Ferreira. Coração IndulgentĂ­ssimo de Jesus - Introdução ao Manual de IndulgĂȘncias. PetrĂłpolis, Rio de Janeiro, Editora Vozes. 1998.


§ Manual das IndulgĂȘncias normas e concessĂ”es. SĂŁo Paulo, Editora Paulus, 3ÂȘ edição, 1989.


§ SufrĂĄgio. Belo Horizonte, Editora da Divina MisericĂłrdia, 1996.


Obs.: Todas as obras acima citadas obtiveram aprovação de autoridade eclesiåstica.

Postar um comentĂĄrio

Deixe seu ComentĂĄrio: (0)

Postagem Anterior PrĂłxima Postagem