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“A verdade não teme a investigação, mas a procura com humildade.” São João Paulo II
Artigo

Evangelho Segundo São Marcos

 



Autor: John Nascimento

1- (Introdução) Os Evangelhos não são uma "Vida de Jesus" em sentido moderno, mas um eco da pregação da Igreja Apostólica sobre Jesus de Nazaré.

Neles ressoa a voz da Igreja primitiva a anunciar a sua fé em Cristo (cf.Dei Verbum 8).

Contudo, entre os quatro Evangelhos canónicos, é este de Marcos que está menos estilizado e mais próximo dos factos no seu acontecer quotidiano.

Ele narra os acontecimentos na sua rudeza natural, sem os adocicar, nem lhes eliminar as arestas.

Sendo o mais antigo dos quatro Evangelhos, ele supõe, na evolução do Cristianismo que cresceu para a verdade plena (Jo. 16,13), um estádio mais primitivo da meditação da Igreja sobre os acontecimentos que lhe deram origem,

O Evangelho de Mateus, por exemplo, apresenta já um Cristo muito mais majestático, litúrgico e solene, que o de Marcos.

Neste, de Marcos, Cristo é muito mais humano: tem compaixão (Mc. 1,41); admira-se (Mc.6,6); indigna-se (Mc. 10,14); tem medo e angústia (Mc. 14,33), etc.

No entanto, Marcos escreve a sua obra para anunciar a Boa-Nova que é Jesus Cristo, Filho de Deus, como ele diz logo no início :

- “Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus”. (Mc.1,1).

Mas a reflexão da Igreja sobre Jesus, "Filho do Homem" e "Filho de Deus", não estava ainda sintetizada e parece desconexa e sobreposta, predominando o aspecto humano do Senhor.

2- (Primeira Parte) A antiga tradição afirma ser Marcos, discípulo de Pedro, o autor deste livrinho (1 Pe. 5,13), identificando-o com João Marcos de Jerusalém, filho de Maria, cuja casa servia de Igreja :

- “E, depois de reflectir, dirigiu-se a casa de Maria, mãe de João, por sobrenome Marcos, onde numerosos fiéis estavam reunidos a orar”. (Act.12,12).

Pensa-se tratar-se do mesmo personagem, primo de Barnabé que acompanhou Paulo na primeira viagem apostólica (Col.4,10; Act. 12,12;15,38;13,13).

3- (Segunda Parte) Por isso, o lugar mais provável onde este Evangelho foi editado deve ter sido a Igreja de Roma.

Era a capital do mundo de então e, por consequência, também um grande centro cultural. Aí vivia uma grande Igreja, como no-lo prova a Carta aos Romanos.

Após a morte de Pedro na perseguição de Nero, Marcos deve ter sentido a necessidade de fixar por escrito a sua catequese.

Isto deve ter-se verificado entre os anos 65 a 70.

O uso de muitos latinismos, a contagem dos dias à romana, as moedas latinas, etc., postulam a origem romana deste Evangelho, escrito em grego, língua, nessa época, mais falada em Roma que o latim. (Difusora Bíblica).

Com o nome de João Marcos aparece ainda :

- “Barnabé e Saulo, depois de terem cumprido a sua missão regressaram de Jerusalém, levando consigo João, de sobrenome Marcos”. (Act. 12,25).

- “Barnabé queria também levar João, chamado Marcos”. (Act. 15,37).

Marcos apresenta muitas vezes Jesus com a multidão :

- “Trouxeram-Lhe todos os enfermos e possessos, e a cidade inteira estava reunida junto da porta”. (Mc. 1,32-33).

- “Disse aos discípulos que Lhe aprontassem uma pequena barca para não ser oprimido pela multidão. (Mc.3,9).

- “Chegados a casa, de novo a multidão acorreu”... (Mc.3,20).

Sobre este conteúdo: este artigo integra o acervo do Exsurge Domini, projeto de Formação Católica e Apologética. Quando o texto reproduzir ou comentar material de terceiros, a fonte original deve ser indicada no próprio artigo.
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Rogerio Hirota

Trabalho com evangelização na Música na Igreja Católica desde Dezembro de 2000 com a minha conversão ao catolicismo. Esses anos de experiência coloco para ajudar outros irmãos através da internet.

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